Ciência 02/06/2025 15:36
Cientistas descobrem hábito que envelhece o cérebro em quase 3 anos

Ter um sono de má qualidade tem um impacto significativo na saúde do cérebro, podendo acelerar o envelhecimento cerebral em até três anos.
Um estudo conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que a dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo está diretamente associada a uma piora na saúde cerebral ao longo dos anos.
A pesquisa analisou cerca de 600 pessoas de meia-idade, acompanhando seus padrões de sono e realizando exames cerebrais ao longo de 15 anos. Mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo, hipertensão e diabetes, os resultados indicaram que a má qualidade do sono influencia negativamente o cérebro.
Segundo Kristine Yaffe, membro da Academia Americana de Neurologia, é essencial tratar os problemas de sono precocemente para preservar a função cerebral ao longo da vida. Ela recomenda manter um horário de sono regular, praticar exercícios físicos, evitar cafeína e álcool antes de dormir e adotar técnicas de relaxamento.
Os participantes do estudo responderam questionários sobre seis características do sono: sono curto, má qualidade, dificuldade para adormecer, dificuldade para manter o sono, acordar cedo e sonolência diurna.
Com base nas respostas, foram divididos em três grupos: baixo, médio e alto risco de envelhecimento cerebral acelerado.
Aqueles do grupo intermediário apresentaram uma idade cerebral média 1,6 anos maior do que os do grupo baixo, enquanto os do grupo alto tiveram um envelhecimento médio de 2,6 anos a mais.
Esta não é exatamente uma novidade, pois estudos anteriores já haviam relacionado distúrbios do sono a déficits cognitivos e maior risco de demência.
Outra pesquisa publicada na revista Neurology aponta que hábitos saudáveis, como boa qualidade do sono, atividade física, alimentação balanceada e evitar o tabagismo, ajudam a reduzir o risco de derrame, depressão e declínio cognitivo.
Outro fator essencial para a saúde do cérebro envolve a manutenção de quatro indicadores dentro de faixas saudáveis: peso corporal, colesterol, pressão arterial e açúcar no sangue.
Segundo cientistas dos Estados Unidos, esses fatores fazem parte dos chamados “8 Essenciais da Vida”, que já demonstraram benefícios para a saúde cardiovascular e podem retardar o envelhecimento cerebral.
Os dados foram extraídos de mais de 316 mil adultos do UK Biobank, um banco de dados do Reino Unido que reúne informações médicas e de estilo de vida de mais de meio milhão de pessoas.
Esses achados reforçam a importância de adotar hábitos que promovam um sono reparador e um estilo de vida saudável para preservar a função cerebral ao longo do envelhecimento.
Medidas simples, como regularidade no sono, prática de exercícios e monitoramento de fatores de risco, podem ser decisivas para garantir um cérebro mais saudável e ativo por mais tempo.
Deu em MSN

Descrição Jornalista
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