FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Ciência 11/01/2026 19:59

Cientista revela exatamente como será nosso primeiro contato com extraterrestres – e não é nada como nos filmes

Cientista revela exatamente como será nosso primeiro contato com extraterrestres – e não é nada como nos filmes

David Kipping, da Universidade de Columbia, propõe a “hipótese escatológica”, sugerindo que o primeiro contato com alienígenas será a observação de civilizações em colapso emitindo sinais de energia atípicos e violentos, visíveis a milhões de anos-luz.

A hipótese escatológica e o fim de civilizações

David Kipping, um renomado astrônomo e diretor do Laboratório de Mundos Frios da Universidade de Columbia, compartilhou sua nova “hipótese escatológica”. O estudo argumenta sobre a natureza real do provável primeiro contato com inteligência extraterrestre (ETIs).

O pesquisador detalha que essa descoberta provavelment será uma tragédia para os alienígenas. A detecção inicial de uma civilização tecnológica extraterrestre tende a ser um exemplo atípico, excepcionalmente intenso e estridente.

Kipping propõe no artigo que a civilização estaria possivelmente em uma fase transitória, instável ou mesmo terminal. O contato não seria com seres estáveis, mas sim com uma sociedade tecnológica enfrentando o seu fim.

Tecnoassinaturas fortes e alcance de observação

A teoria sugere que notaremos os sinais reveladores de ETIs como resultado de alguma calamidade que ponha fim à vida. Isso produziria uma tecnoassinatura anormalmente forte, capaz de ser captada pelos observatórios espaciais da Terra.

Esses sinais podem ser detectados a milhões de anos-luz de distância. Os exemplos citados incluem algo tão drástico quanto uma explosão repentina de energia vinda do espaço profundo.

Outra possibilidade mencionada no artigo de pesquisa são sinais de uma rápida mudança climática planetária. O cientista argumenta que o primeiro contato é com uma civilização em agonia, que se debate violentamente antes do fim.

O viés de detecção e exemplos astronômicos

A história das descobertas científicas revela que a primeira observação de um fenômeno astronômico raramente representa o quadro geral. Existe um “viés de detecção” frequente nas primeiras observações feitas pelos astrônomos.

Isso significa que a primeira observação será da variável mais “vibrante” ou estridente. O texto cita o exemplo simples das estrelas vistas a olho nu em um céu noturno limpo.

O olho humano consegue perceber até 2.500 estrelas nessas condições. Cerca de um terço desses corpos celestes são estrelas gigantes evoluídas que brilham mais do que estrelas menores e gigantes vermelhas.

No entanto, essas gigantes representam apenas cerca de um por cento das estrelas no universo observável. Se a história serve de guia, os primeiros sinais de inteligência serão também exemplos altamente atípicos de sua classe mais ampla.

Contraponto à ficção e nova metodologia de busca

estudo contraria representações culturais populares de filmes e romances. Livros como “A Guerra dos Mundos” e filmes como “Independence Day” pré-condicionaram as pessoas a esperar violência, invasão e hostilidade.

Outras obras, como “A Chegada” e “O Dia em que a Terra Parou”, mostram formas benevolentes concedendo sabedoria. Kipping explicou em seu canal no YouTube que a hipótese escatológica não é nenhuma das duas.

Para a comunidade científica, isso altera a maneira mais eficaz de detectar vida. A recomendação é não focar apenaz em planetas ou sistemas solares específicos para a investigação astronômica.

A abordagem deve ser muito mais ampla para encontrar esses sinais intrínsecos. O objetivo passa a ser identificar civilizações tecnológicas que emitem sinais fortes de colapso ou destruição iminente.

Deu em CPG

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista