Inflação 13/01/2025 07:32
Carnes, Café e Açúcar Devem Impulsionar Inflação de Alimentos em 2025
Inflação de alimentos: o grande desafio econômico de 2025, segundo analistas

A inflação de alimentos promete ser um dos principais desafios econômicos de 2025, impulsionada por preços mais altos de commodities como carnes, café e açúcar, segundo analistas de mercado. Esses produtos da cesta básica são os que mais preocupam em termos de pressão inflacionária para o ano.
Outras commodities, como o leite, devem exercer uma pressão intermediária, enquanto os grãos têm uma perspectiva de preços mais estáveis, com impacto neutro na inflação. No entanto, a resistência da inflação de alimentos preocupa o governo, especialmente pelo potencial de atrasar o ciclo de cortes na taxa de juros, considerado essencial para a retomada econômica.
De acordo com os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo alimentação e bebidas registrou alta pelo quarto mês consecutivo. Em dezembro de 2024, o segmento apresentou elevação de 1,47%, superior ao índice de 1,34% em novembro. Isso resultou em uma contribuição de 0,32 ponto percentual para a taxa geral de 0,34% registrada no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15).
O principal fator de aceleração, segundo especialistas, será o aumento nos preços das proteínas, especialmente as carnes.
Gabriela Faria, economista da Tendências Consultoria, aponta que as carnes terão o maior impacto inflacionário em 2025.
“A inflação será impulsionada pelo aumento expressivo dos preços das carnes, estimado em pelo menos 16,6% no valor pago ao produtor, com repasse à indústria e ao consumidor”, afirma Gabriela.
Além disso, a produção limitada de café e açúcar deve contribuir significativamente para a pressão sobre os preços. Em contrapartida, os grãos como soja e milho têm projeção de estabilidade, com pouca ou nenhuma influência nos índices inflacionários.
A Tendências Consultoria projeta um aumento de 9,1% no IPCA de alimentos em 2024 e de 6,2% para 2025, com viés de alta. Gabriela Faria destaca ainda outros itens preocupantes, como o óleo de soja, algumas commodities e o leite, que devem continuar pressionando a inflação ao longo do ano.
Outro ponto de atenção está em hortaliças, frutas e verduras, que são altamente suscetíveis a variações climáticas e possuem grande peso na cesta básica. O impacto da seca histórica de 2024 nas lavouras de hortifrútis ainda pode ser sentido, especialmente se as chuvas nos próximos dois meses não forem suficientes para recuperar a produção.
O gerente da consultoria agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, reforça a necessidade de atenção às condições climáticas.
“É preciso observar o acumulado de chuvas nos próximos dois meses e os efeitos sobre a produção de hortifrútis”, destaca Alves. Apesar de sinais de recuperação, ele alerta que perdas nas lavouras podem gerar aumentos momentâneos nos preços.
Alves também prevê alta no preço do café, que ainda não foi integralmente repassado ao varejo, e afirma que novas máximas históricas podem ocorrer em 2025. Em relação a outros produtos básicos, o trigo dependerá do comportamento do câmbio, enquanto o arroz deve ter uma boa safra, e o feijão deve apresentar uma produção dentro da média.
O dólar será um fator decisivo na inflação de alimentos em 2025. José Carlos Hausknecht, sócio-diretor da consultoria MB Agro, explica que, se a moeda americana se mantiver acima de R$ 6,00, a pressão sobre os preços de alimentos será maior, exigindo uma política monetária mais restritiva.
“Se o dólar se mantiver acima de R$ 6, a pressão sobre a inflação de alimentos será maior, levando a uma política monetária mais restritiva”, afirma Hausknecht.
Ele também critica a falta de firmeza do governo em relação às medidas fiscais, o que gera incertezas no mercado e amplifica os efeitos da alta nos preços das commodities agrícolas.
Em resumo, o panorama para a inflação de alimentos em 2025 é desafiador, com altas esperadas em produtos essenciais como carnes, café e açúcar.
As condições climáticas, a taxa de câmbio e as políticas econômicas serão fatores-chave para determinar a intensidade dessa pressão inflacionária, que pode ter impacto direto no custo de vida e na política monetária.
Deu em ContraFatos

Descrição Jornalista
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