Brava Energia encontra gás a 2.230 metros em poço no Rio Grande do Norte, abre nova etapa no campo de Sanhaçu e inicia estudos para saber se a descoberta poderá virar produção - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Petróleo 18/10/2026 11:36

Brava Energia encontra gás a 2.230 metros em poço no Rio Grande do Norte, abre nova etapa no campo de Sanhaçu e inicia estudos para saber se a descoberta poderá virar produção

Brava Energia encontra gás a 2.230 metros em poço no Rio Grande do Norte, abre nova etapa no campo de Sanhaçu e inicia estudos para saber se a descoberta poderá virar produção

A Brava Energia informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a presença de gás natural no reservatório principal de um poço de 2.230 metros de profundidade no Rio Grande do Norte.

O resultado foi comunicado em 15 de outubro e coloca o campo de Sanhaçu, na Bacia Potiguar, diante de uma nova etapa de avaliação.

O poço de extensão 3-SAN-6D-RN começou a ser perfurado em 31 de agosto. A descoberta de indícios de hidrocarbtos é um avanço exploratório, mas ainda não confirma uma nova reserva comercial: a companhia precisa medir o tamanho da acumulação e descobrir quanto gás seria tecnicamente e economicamente possível produzir.

Poço de 2.230 metros encontrou o reservatório principal saturado com gás

Ao atingir a profundidade final, a perfuração alcançou a formação geológica que concentra os hidrocarbonetos. Segundo as informações comunicadas pela empresa, o reservatório principal do campo estava saturado com gás — o dado que motivou a atualização ao órgão regulador.

A expressão técnica não significa que os 2.230 metros correspondam a uma coluna contínua de gás. Trata-se da profundidade total do poço; a quantidade recuperável depende de testes e avaliações posteriores.

Imagem divulgada pela Brava Energia em reportagem sobre o gás identificado no campo Sanhaçu
Imagem divulgada pela Brava Energia na cobertura do resultado do poço de Sanhaçu.Crédito: Divulgação/Brava Energia, via Agência iNFRA · Página de origem

Operação começou em agosto e teve teste de emergência com mais de 50 profissionais

Antes de iniciar a campanha, a Brava preparou a operação da sonda EBS-17 com revisões de projeto, logística, equipamentos e contingências. A empresa informou que realizou workshops técnicos em junho e julho e, em 27 de agosto, um exercício de resposta a um cenário hipotético de perda de controle do poço.

O simulado reuniu mais de 50 profissionais de equipes de campo e apoio. Quatro dias depois, às 9h30 de 31 de agosto, teve início a perfuração que agora apresentou gás. A sequência ajuda a dimensionar o trabalho necessário antes que uma perfuração possa se transformar em nova produção.

Sanhaçu já produz petróleo e gás, mas novo resultado ainda precisa ser medido

O campo foi descoberto em 2007 e começou a produzir em 2012. A área integra o conjunto de ativos terrestres operados pela Brava na Bacia Potiguar, no Nordeste, onde a companhia administra campos, infraestrutura de escoamento e instalações de processamento.

Conforme levantamento citado pela Agência iNFRA, o agrupamento Potiguar produziu, em setembro, cerca de 19,4 mil barris de petróleo por dia e 1,6 mil barris de óleo equivalente de gás por dia. Esses são números do agrupamento, não do novo poço de Sanhaçu.

O próximo passo não é vender gás: é provar quanto a acumulação pode entregar

A Brava prevê estudos técnicos mais profundos para dimensionar a acumulação e estimar sua capacidade de produzir. Sem esses resultados, não há base para anunciar volume de reservas, receita, investimentos adicionais ou data de entrada em produção ligada à descoberta.

O projeto ganha importância por ocorrer em terra, no Rio Grande do Norte, em uma região com tradição de exploração petrolífera. O que vai definir seu peso econômico, porém, são os dados que a companhia ainda precisa reunir.

Deu em CPG
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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