Pandemia 04/04/2021 06:57
Brasil fecha março como mês mais mortífero da pandemia e políticos fazem investida por vacinas fora do SUS
País beira 4.000 mortes nas últimas 24 horas, mas segue sem perspectivas de medidas restritivas nacionais. Congresso e Governo preparam guinada para que empresários possam comprar vacinas e imunizar funcionários
O Brasil fecha o mês de março com mais um recorde de mortes causadas pelo coronavírus: foram 3.869 notificações nas últimas 24 horas.
Apesar da escalada da pandemia no país ―atual epicentro global, com sistemas de saúde colapsados em todas as regiões―, o Governo Federal não considera um lockdown nacional.
A medida é defendida há meses por epidemiologistas como única forma de estancar em curto prazo o contágio e minimizar a pressão hospitalar, enquanto países da Europa, em situação muito menos grave, como a França, tem voltado a adotar restrições severas.
O Governo Bolsonaro até abraçou tardiamente a defesa da vacinação em massa (ainda sem perspectiva de ser alcançada no curto prazo), mas não oferece soluções mais imediatas para evitar mortes e minimizar o caos que se instala nos hospitais. Há milhares de pessoas na fila de internação, faltam remédios para intubação e oxigênio.
Enquanto isso, o Governo e o Congresso preparam uma guinada para ampliar a participação da iniciativa privada na vacinação contra covid-19, um movimento criticado por especialistas enquanto o país não conseguir vacinar os grupos prioritários.
“Estamos a poucas semanas de um ponto de não retorno na crise do coronavírus no Brasil”, afirma o neurocientista e professor catedrático da universidade Duke (EUA), Miguel Nicolelis, em sua coluna no EL PAÍS.
Ele estima que, em breve, o país poderá chegar de 4.000 a 5.000 mortes diárias por covid-19. E projeta para julho um cenário catastrófico, com o Brasil chegando a um total de 500.000 vítimas da pandemia.
Até o momento, março foi o mês mais letal da pandemia, quando o país registrou mais de 66.000 óbitos por covid-19 em um único mês.
Nicolelis teme que, além do sistema de saúde, os serviços funerários também entrem em colapso, caso o chamado a um lockdown nacional, com bloqueios de circulação não essencial em aeroportos e estradas, não seja atendido.
Na capital mais populosa do país, São Paulo, cemitérios passaram a funcionar à noite para dar conta da demanda de sepultamentos.
Deu em El País

Descrição Jornalista
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