Ciência 03/05/2020 10:09
Autoridades americanas comemoram ‘efeito certeiro’ de remédio contra coronavírus
Representando o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (Niaid, na sigla em inglês), o médico Anthony Fauci, um dos nomes mais importantes da resposta americana ao novo coronavírus, anunciou na semana passada, que testes com o antiviral remdesivir mostraram que o medicamento tem um potencial "certeiro" para tratar a covid-19.

Representando o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (Niaid, na sigla em inglês), o médico Anthony Fauci, um dos nomes mais importantes da resposta americana ao novo coronavírus, anunciou na semana passada, que testes com o antiviral remdesivir mostraram que o medicamento tem um potencial “certeiro” para tratar a covid-19.
Em um estudo conduzido pelo Niaid com a participação de 1.063 pessoas ao redor do mundo, foi constatado que o remdesivir diminuiu a duração dos sintomas da covid-19 de 15 para 11 dias.
Os resultados completos do estudo americano não foram publicados ainda.
O remdesivir foi originalmente desenvolvido para tratar o vírus ebola. É um antiviral que funciona atacando uma enzima de que o vírus precisa para se replicar dentro das células.
“Os dados mostram que o remdesivir tem um efeito certeiro, significativo e positivo na diminuição do tempo de recuperação”, anunciou Fauci e assessora a Casa Branca em assuntos de saúde desde a gestão Ronald Reagan.
O médico comemorou afirmando que os resultados “abrem as portas para o fato de que agora existe a capacidade de tratar” pacientes.
De todo modo, Mahesh Parmar, que supervisionou na Europa a pesquisa do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, afirma que não só este mas outros estudos com o remdesivir precisam ser aprofundados para garantir sua eficácia.
“Antes que este medicamento seja disponibilizado mais amplamente (para tratamento da covid-19), algumas coisas precisam acontecer. Primeiro, dados e resultados (de pesquisas) precisam passar por revisões para avaliar se o tratamento pode ser licenciado. Depois, vários países terão que avaliar sua eficácia através de suas próprias autoridades de saúde“, explicou Parmar, diretor da Unidade de Ensaios Clínicos MRC da Universidade College London.
“Enquanto isso, vamos obtendo mais e mais dados a longo prazo deste estudo, e de outros, buscando saber se a droga também evita mortes por covid-19”.
Deu na BBC

Descrição Jornalista
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