Servidores públicos 24/11/2025 09:11
Atenção: Nova lei do governo promete virar de ponta-cabeça a carreira do servidor público brasileiro

É impossível ignorar o clima de expectativa que tomou conta do funcionalismo.
Enquanto muita gente ainda tenta entender o que a nova lei anunciada pelo governo pode mudar na vida de cada servidor público, especialistas já tratam o momento como o maior rearranjo administrativo desde a década de 60.
A reforma não só pretende enterrar de vez decretos criados há quase seis décadas como também redesenhar o papel de quem trabalha dentro do Estado. E, acredite, isso vai muito além da velha discussão sobre a PEC 32.
A administração federal está dando forma a um texto que deve finalmente substituir o Decreto-Lei nº 200, criado em 1967 e ainda vigente.
Na época, o Brasil tinha outro tamanho, outra máquina pública e outro modelo de gestão. Hoje, segundo o próprio Ministério da Gestão e Inovação, esse decreto não acompanha mais a realidade nem o desenho constitucional construído após 1988.
A ministra Esther Dweck já afirmou publicamente que “o Brasil não pode seguir administrando o Estado com base em um decreto de quase 60 anos”, reforçando que a modernização é urgente. A fala foi registrada em entrevista ao Portal G1, que acompanha de perto o avanço da reforma.
Para construir o novo texto, o governo montou uma comissão robusta com juristas, analistas de políticas públicas, pesquisadores e servidores experientes. O grupo trabalha ao lado da AGU, com prazo até abril de 2025 para entregar a proposta final que deve dar origem à nova lei.
Embora o debate político se concentre na discussão sobre a PEC 32, que ainda paira sobre o Congresso, a verdade é que a reforma administrativa já vem sendo implementada de forma gradual.
A Portaria nº 5.127/2023, criada pelo MGI, definiu regras claras para guiar a reestruturação das carreiras dentro do serviço público federal.
José Celso Cardoso Jr., secretário de Gestão de Pessoas, chegou a dizer em entrevista ao jornal O Globo que a portaria é “o maior marco normativo desde o Estatuto do Servidor”. Ele defende que a modernização precisa seguir uma lógica contínua, sem rupturas bruscas, mas também sem paralisar o país em modelos administrativos ultrapassados.
Entre as ações já em andamento estão medidas infraconstitucionais que fogem totalmente da disputa ideológica em torno da PEC.
Um exemplo é o Concurso Público Nacional Unificado, considerado pelo próprio MGI como um passo histórico para democratizar o acesso ao serviço público.
Outro avanço é o dimensionamento da força de trabalho, que tenta ajustar os servidores às demandas reais dos ministérios.
Criada em 2020, a famosa PEC 32 nasceu com a promessa de enxugar gastos e tornar o Estado mais leve. Porém, suas críticas foram tão fortes que a proposta acabou engavetada sem sequer chegar ao Plenário.
Pesquisadores apontaram falhas estruturais no texto, especialmente pelo foco excessivo na redução de custos.
A cientista política Michelle Fernandez (UnB) lembra em entrevista à BBC Brasil que “a PEC 32 partia de uma visão fiscalista, não de um projeto de modernização do Estado”. Para ela, a discussão sobre eficiência deve ir além da ideia de que cortar servidores resolve todos os problemas.
Já a pesquisadora Sheila Tolentino (Ipea) reforça que o debate não deveria ser sobre reduzir pessoas, mas sobre melhorar a entrega do Estado ao cidadão. “A qualidade do serviço é o centro da reforma atual”, afirmou em pesquisa publicada no site do Ipea.
Nos últimos anos, entidades como a CNC defenderam que reformas estruturais poderiam ajudar a aliviar o peso da máquina pública. De fato, a dívida brasileira é um problema real, mas especialistas contestam a ideia de que o servidor é o vilão.
O sociólogo Félix Garcia Lopes Jr., também do Ipea, explica que “o Brasil não gasta demais com pessoal; gasta mal com planejamento”. Dados do Atlas do Estado Brasileiro, disponível no próprio portal do Ipea, confirmam que menos de 13% da força de trabalho do país está no serviço público. Nos países da OCDE, essa taxa ultrapassa 20%.
Além disso, mais de 60% dos servidores estão nas prefeituras, atuando justamente na ponta do atendimento ao cidadão. Saúde, educação e segurança são as áreas que mais concentram profissionais.
No governo federal, o número de servidores é menor: cerca de 1,2 milhão, sendo pouco mais da metade na ativa, com grande parte concentrada no setor educacional, especialmente universidades. Já os maiores salários não estão no Executivo, mas no Judiciário e no Legislativo.
Esses dados desmontam o discurso de que o simples corte de pessoal resolveria o problema fiscal.
Com pressões, críticas e expectativas de todos os lados, o governo segue trabalhando no novo marco legal. A ideia é clara: construir uma legislação moderna que una eficiência administrativa, valorização do servidor público e alinhamento com os princípios constitucionais.
As primeiras medidas já mostram um caminho mais técnico e menos ideológico. A expectativa é que a nova lei estabeleça regras mais transparentes de progressão, reorganize carreiras e deixe mais claras as responsabilidades de cada esfera administrativa.
Para muitos especialistas, esse pode ser o início de uma nova fase no serviço público brasileiro, capaz de equilibrar eficiência, estabilidade e compromisso social.
Agora, resta acompanhar os próximos capítulos. O futuro da administração pública não será decidido em um único decreto nem em uma PEC isolada. Será resultado da construção conjunta entre governo, sociedade e quem está dentro da máquina pública todos os dias.
Se você é servidor público ou acompanha o tema de perto, vale ficar atento: mudanças profundas estão no horizonte.
Descrição Jornalista
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