Política pode ter causado aumento de ataques

Segundo o relatório, o hacktivismo DDoS (Distributed Denial-of-Service) transcendeu as fronteiras geográficas durante o ano passado, exemplificando  mudança no cenário de segurança global.

Grupos como NoName057(016) e Anonymous Sudan, bem como hackers solitários e pequenos coletivos, estão cada vez mais usando DDoS para atingir aqueles ideologicamente opostos a eles, por exemplo:

  • Peru experimentou aumento de 30% nos ataques ligados aos protestos contra a libertação do ex-presidente peruano Fujimori da prisão em 6 de dezembro.
  • A Polônia experimentou uma onda de ataques no final de 2023 associada a uma mudança de regime e declarações reafirmando apoio da Polônia à Ucrânia no conflito Rússia-Ucrânia.
  • O Anonymous Sudan atacou o X (antigo Twitter) para influenciar Elon Musk em relação ao serviço Starlink no Sudão, e atacou o Telegram por suspender seu canal principal.
Imagem: Song_about_summer/Shutterstock

“Os cibercrimonosos globais se tornaram mais sofisticados no ano passado, atacando sites e sobrecarregando servidores para bloquear clientes e infligir caos digital para influenciar questões geopolíticas”, afirmou Richard Hummel, chefe sênior de inteligência de ameaças da NETSCOUT.

“O incessante bombardeio de ameaças DDoS aumenta os custos e cria fadiga de segurança para as operadoras de rede, que não podem proteger seus ativos digitais sem a proteção avançada adequada que aproveite a inteligência preditiva de ameaças em tempo real”, completa ainda.