FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
GOVERNO DO RN – SEGURANÇA – 2802 A 2903

Forças Armadas 07/03/2026 14:27

Após ver Venezuela e Irã sob ataque, Ministro da Defesa leva a Lula um plano de R$ 800 bilhões para turbinar Exército, Marinha e Aeronáutica e “blindar” o Brasil contra ameaças externas

Após ver Venezuela e Irã sob ataque, Ministro da Defesa leva a Lula um plano de R$ 800 bilhões para turbinar Exército, Marinha e Aeronáutica e “blindar” o Brasil contra ameaças externas

 

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta para investir R$ 800 bilhões nas Forças Armadas ao longo de 15 anos.

A declaração foi dada em entrevista ao programa Tarde BandNewsTV, em meio à repercussão de operações militares conduzidas pelos Estados Unidos contra a Venezuela e o Irã, citadas pelo ministro como parte do contexto internacional recente.

Segundo Múcio, a ideia é estruturar um ciclo de investimentos de longo prazo para recompor capacidades e modernizar meios militares.

Na entrevista, ele disse que a Defesa, no desenho atual do Orçamento, acaba tratada como “sobra”, o que dificulta a continuidade de programas estratégicos.

O ministro também comparou o nível de gasto do Brasil com o de outros países.

De acordo com ele, o país investe hoje 1,1% do PIB em defesa, enquanto “a maioria” aplicaria cerca de 2% do PIB.

O que Múcio diz que levou ao presidente

Na conversa com a BandNewsTV, Múcio não apresentou uma lista completa de aquisições, cronograma oficial ou fonte de financiamento para o plano.

Ainda assim, associou o valor ao custo elevado de plataformas consideradas estratégicas, especialmente em áreas como mar e ar, que exigem equipamentos de alta complexidade.

Ao justificar os custos, o ministro citou exemplos de preços internacionais de equipamentos.

“Um submarino custa 800 milhões de euros, um Gripen custa 120 milhões de dólares, de maneira que é sempre caro, é uma arma cara. Nós precisamos investir nisso […] É uma coisa compulsória que tem que acontecer ou nós nunca vamos ter uma defesa do tamanho que a sociedade brasileira precisa”, declarou.

Para ele, a maior parte dos recursos deveria ir para Marinha e Aeronáutica, com o Exército na sequência.

Múcio argumentou que os projetos dessas duas forças costumam demandar investimentos mais altos por unidade.

“A Marinha é mais cara e a Aeronáutica também, porque um submarino custa uma fábula, um avião custa uma fábula”, disse na entrevista.

Debate sobre investimento em defesa e cenário internacional

As declarações ocorrem num período em que o governo acompanha desdobramentos de conflitos e operações militares em diferentes regiões.

Ao tratar do tema, Múcio relacionou a necessidade de planejamento de longo prazo a um cenário externo que, segundo ele, tem mostrado instabilidade e mudanças rápidas.

Na avaliação apresentada pelo ministro, manter meios atualizados tem relação direta com a capacidade de proteger o território, patrulhar áreas estratégicas e sustentar missões previstas na legislação brasileira.

Essa leitura aparece em declarações reproduzidas por veículos nacionais ao longo das últimas semanas, em que ele afirma ver um ambiente internacional com conflitos recorrentes e cobra previsibilidade de investimento.

Venezuela: operação dos EUA e captura de Nicolás Maduro

No caso da Venezuela, veículos brasileiros e agências de notícias relataram que uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas terminou com a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026.

As reportagens apontaram que a ação envolveu movimentações em diferentes pontos do país e gerou reações de governos estrangeiros e de autoridades brasileiras.

Conforme relatos publicados pela Agência Brasil, autoridades americanas afirmaram que Maduro e sua esposa se renderam e foram detidos, em operação com apoio de forças dos EUA.

Já a CNN Brasil descreveu o episódio como uma intervenção que resultou na retirada do líder venezuelano e levantou discussões diplomáticas na região.

Após o episódio, reportagens passaram a se referir a Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

Segundo a CNN Brasil, ela ocupava a vice-presidência antes da captura de Maduro.

Nos dias seguintes, a imprensa noticiou que Washington manteve pressão sobre o novo comando em Caracas, com menções a medidas judiciais e investigações discutidas por autoridades americanas, conforme textos atribuídos à Reuters e publicados por veículos brasileiros.

Irã: bombardeios, Estados Unidos e Israel e morte de Ali Khamenei

No Oriente Médio, o noticiário também se intensificou depois de bombardeios atribuídos a uma ação conjunta de Estados Unidos e Israel.

A Agência Brasil informou que a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi confirmada pelo governo iraniano e repercutiu entre aliados e adversários do país, além de organizações e lideranças da região.

A Reuters, em reportagens publicadas nos primeiros dias de março de 2026, afirmou que a mídia estatal iraniana comunicou cerimônias de despedida e indicou que os ataques teriam atingido figuras de alto escalão.

Os textos também registram declarações do governo americano sobre elementos de inteligência relacionados ao momento da operação.

Orçamento da Defesa, projetos militares e previsibilidade

O ponto central do plano apresentado por Múcio é a defesa de previsibilidade.

Na entrevista, ele sustentou que programas militares não se resolvem em ciclos curtos, já que envolvem compra, desenvolvimento, manutenção, treinamento e integração tecnológica, além de custos contínuos de operação.

A fala do ministro também ocorre num contexto em que diferentes áreas do governo disputam recursos e em que investimentos precisam respeitar regras fiscais e prioridades definidas pelo Executivo e pelo Congresso.

Por isso, a viabilidade de um plano desse porte depende, em última instância, de decisões orçamentárias e políticas, além de detalhamento técnico que, até aqui, não foi divulgado publicamente pelo ministro na entrevista.

 

Deu em CPG
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista