18/10/2019 10:43
Apenas pelo satélite é difícil localizar de onde veio o óleo das praias (2)
Segundo o cientista, a análise corrobora informações que vem sendo dadas pelo governo de que não foi possível ver a mancha antes de as praias começarem a serem contaminadas.

Segundo o cientista, a análise corrobora informações que vem sendo dadas pelo governo de que não foi possível ver a mancha antes de as praias começarem a serem contaminadas.
Logo após o vazamento, o óleo, ainda bastante fluido, fica na superfície, o que até permitiria sua visualização por satélites. Mas, segundo Assad, há poucos satélites voltados para o alto mar.
“Depois de um tempo, o óleo sofre com intemperismo e afunda, movendo-se na sub-superfície, o que o deixa invisível para sensores remotos de satélites. Por um momento, que não sabemos ainda quanto, ele de fato ficou visível, mas em uma região que não há monitoramento frequente por satélite. Teria de dar a sorte de bem na hora do acidente estar passando um satélite por lá, mas é quase como achar uma agulha no palheiro. Os satélites que olham o mar são mais voltados para a região costeira”, diz.
Ele apontou ainda para a necessidade de monitoramento permanente do mar.
“Se houvéssemos desenvolvido um sistema de monitoramento de óleo no mar, que evidentemente contaria com a ajuda de diversas instituições de pesquisa e outros segmentos da sociedade civil, a gente poderia ter rotinas de monitoramento que poderiam envolver a aquisição de imagens de regiões em alto mar que são propícias a passagens de embarcações que transportam óleo”, defende.
“O Brasil possui expertise para ter um sistema de identificação e monitoramento do mar em toda a costa de modo proativo e não reativo como está ocorrendo agora”, diz.
Os pesquisadores acreditam que o mais provável é que tenha ocorrido um grande vazamento neste local, talvez durante uma malsucedida operação conhecida como ship-to-ship, em que o óleo é transferido de uma embarcação a outra em alto-mar, o que traz altos riscos de acidente.
Eles dizem não ver relação das manchas com os barris da Shell encontrados em praias do Sergipe e de Natal. “Nosso entendimento é que não há relação entre a tragédia que está acontecendo e os barris. Não há a menor relação”, afirmou Assad.
O próximo passo, agora, é tentar fazer o caminho oposto e tentar estimar para onde a mancha pode se encaminhar.
Deu em Exame

Descrição Jornalista
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