Aviação 16/12/2021 18:36
Aéreas brasileiras têm prejuízo de R$ 5,7 bi
Resultado se refere ao 3º trimestre de 2021. Segundo a Anac, pandemia ainda é um dos fatores que causam impactos nos resultados do setor

O resultado das principais empresas aéreas brasileiras (Gol, Latam e Azul) seguiu sofrendo impactos decorrentes da pandemia da Covid-19 no terceiro trimestre de 2021, com a manutenção reduzida da oferta de voos, com uma receita ainda reduzida e despesas financeiras maiores do que as observadas no período anterior à pandemia.
Juntas, as empresas tiveram prejuízo líquido de R$ 5,7 bilhões no período, com margem líquida de -78,4%.
Apesar de a oferta dessas empresas ter sido 132% maior em relação ao mesmo período de 2020, ainda foi 19,8% menor do que em 2019, quando não havia cenário de crise na aviação mundial.
Nesse período, houve aumento nos indicadores relacionados aos custos mais significativos da indústria: o preço do combustível, que aumentou 56,6% na média trimestral, e a taxa de câmbio, que foi 2,8% maior do que no terceiro trimestre de 2020.
As informações completas estão disponíveis na seção Dados e Estatísticas do portal da Anac.
Em cumprimento à resolução nº 342/2014, as empresas brasileiras de transporte aéreo público com participação de mercado relevante devem apresentar as suas demonstrações contábeis à Anac.
As demonstrações contábeis trimestrais devem ser apresentadas pelas empresas com participação igual ou superior a 1% em termos de passageiros quilômetros pagos transportados (RPK) doméstico ou internacional.
Já as anuais devem ser apresentadas por aquelas com participação igual ou superior a 1% do RPK ou das toneladas quilômetros pagos transportados (RTK) no mercado doméstico ou internacional.
As receitas de serviços aéreos aumentaram 179,7% em relação ao terceiro trimestre de 2020, enquanto os custos e despesas operacionais aumentaram 60,6%.
A receita de passagens aumentou 221% e representou 82,3% do total das receitas de serviços aéreos.
As receitas com carga e mala postal, por sua vez, aumentaram 12% e representaram 8,1% do total. Entre os custos e despesas, o maior custo do setor foi combustíveis e lubrificantes (25,1%), seguido de seguros, arrendamentos e manutenção (16,8%) e despesas operacionais (16,8%).
Deu em R7

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