Alimentos 27/01/2026 17:36
Adeus ao ketchup e à maionese em restaurantes: lei obriga a retirada desses e outros produtos a partir de agosto de 2026

A partir de agosto de 2026, restaurantes e hotéis europeus passarão por uma mudança visível e simbólica.
Sachês ofertados de ketchup, maionese, sal e outros condimentos individuais deixam de ser permitidos, assim como itens de cortesia em porções únicas em quartos de hotel, como shampoo, condicionador e loções.
A medida faz parte de um pacote mais amplo de regras ambientais da União Europeia, que busca reduzir resíduos plásticos, controlar custos operacionais e atender normais mais exigentes em relação à sustentabilidade.
A proibição das porções individuais na Europa tem como objetivo direto combater o excesso de lixo gerado por embalagens de uso único.
Estima-se que bilhões de sachês plásticos sejam descartados todos os anos, muitos deles sem reciclagem adequada. Ao eliminar esses itens, a UE pretende reduzir drasticamente a poluição, especialmente a que chega aos oceanos.
Além do impacto ambiental, a mudança também mira a eficiência econômica. Restaurantes e hotéis gastam valores significativos com embalagens individuais, que encarecem a operação e aumentam o desperdício.
A substituição por dispensers reutilizáveis, embalagens maiores ou sistemas sob demanda tende a reduzir custos no médio prazo.
No Brasil, em janeiro de 2026, ainda não existe uma lei nacional ampla que proíba todas as embalagens plásticas descartáveis de uso único em hotéis, bares e restaurantes.
O cenário é fragmentado, com leis municipais e estaduais, normas da vigilância sanitária e projetos de lei federais que, na prática, já pressionam o setor a rever o uso de sachês e descartáveis.
Na rotina, essa transição acontece de forma gradual e costuma ser justificada tanto por questões ambientais quanto de saúde pública. Em diversas cidades, por exemplo, sachês de sal não podem ficar expostos nas mesas. O cliente precisa solicitar ao atendente, o que reduz o consumo automático de sódio.
No campo da higiene, a maionese caseira feita com ovo cru é praticamente proibida, e muitas vigilâncias sanitárias também impõem restrições ao uso de bisnagas recarregáveis, exigindo produtos industrializados em recipientes adequadamente higienizáveis. Isso acaba moldando a forma como os condimentos são oferecidos.
Leis que já baniram canudos, copos e talheres plásticos em várias cidades brasileiras criam um precedente jurídico importante. São Paulo e outros grandes municípios funcionam como referência, incentivando alternativas reutilizáveis ou biodegradáveis e abrindo caminho para que os sachês entrem no próximo ciclo de restrições.
No âmbito federal, o Projeto de Lei 2524/2022 propõe o banimento gradual de embalagens plásticas não recicláveis até cerca de 2029, o que inclui, potencialmente, os sachês de condimentos.
Assim como na Europa, a tendência no Brasil aponta para um consumidor mais consciente. A retirada de descartáveis deixa de ser vista como imposição e passa a ser entendida como um passo necessário rumo a um modelo mais sustentável, econômico e alinhado às expectativas do futuro.
Tudo Gostoso

Descrição Jornalista
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