Sem categoria 21/07/2014 05:16
A urgente reforma no futebol brasileiro
Atletas e representantes do movimento Bom Senso e a presidenta Dilma Rousseff devem se encontrar na segunda-feira (21) para discutir mudanças no futebol brasileiro após a eliminação vexaminosa da seleção brasileira na Copa do Mundo no Brasil.
O convite partiu da própria Dilma logo após o “atropelamento” alemão, que destacou as fraquezas do nível técnico do esporte no ainda chamado “país do futebol”.
A derrota por 7 a 1 foi a maior da história da seleção em 100 anos.
A intenção do Bom Senso Futebol Clube é colocar, num projeto à espera de votação no plenário da Câmara, uma série de medidas que procuraram profissionalizar a administração financeira dos clubes, evitar quebradeiras e atrasos de salários dos jogadores.
De acordo com o diretor executivo do movimento, Ricardo Borges Martins, é preciso fazer alterações no projeto que cria uma Lei de Responsabilidade Fiscal para os dirigentes esportivos e também reparcela as bilionárias dívidas dos clubes de futebol.
Ele afirmou ao Congresso em Foco que vai defender que Dilma mobilize sua base na Câmara para, por exemplo, incluir uma entidade fiscalizadora da boa gestão dos times do esporte mais popular do Brasil. É possível que até a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as federações estaduais e os sindicatos sejam indicados para fazer essa fiscalização.
Hoje, o projeto, relatado pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), é defendido até pela bancada da bola, parlamentares ligados aos dirigentes dos clubes. Isso porque ele reparcela em mais 25 anos dívidas de R$ 4 bilhões dos times de futebol acumuladas em um período de outros 25 anos.
“É hora de salvar o futebol”, diz Jovair Arantes (PTB-GO), vice-presidente do Atlético Goianiense e presidente da comissão especial que aprovou a proposta.
Até agora, era o governo que barrava o andamento da proposta.
O nó é uma renúncia fiscal estimada em mais de R$ 4 bilhões pelo Executivo, mas com valores não revelados.
O Ministério da Fazenda e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência avaliam negativamente o recálculo dos débitos dos clubes, pois isso significaria perder receitas quando se trocam as taxas de juros antes combinadas.
O reparcelamento, chamado de “Proforte”, inclui como contrapartida aceitar regras de responsabilidade na gestão da cartolagem.
Dentre essas regras, as mais importantes são limitar o mandato dos cartolas a quatro anos com possível reeleição, proibi-los de endividar os clubes para além dos seus mandatos, responsabilizar criminalmente os dirigentes esportivos, obrigar o time a exibir Certidão Negativa de Débitos (CND) de impostos um mês antes das competições, sob pena de rebaixamento, e determinar o pagamento em dia dos salários dos jogadores.
Deu na Agência Brasil

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