Mulheres 05/03/2026 13:00
A mulher que escreveu livro sobre a morte do marido e agora é julgada pelo seu assassinato

Uma mulher do Estado de Utah, nos Estados Unidos, publicou um livro infantil sobre o luto após a morte repentina de seu marido. Mas desde o final de fevereiro, ela está sendo julgada após ser acusada pelo seu assassinato.
Kouri Richins, mãe de três filhos, ligou para a polícia tarde da noite em março de 2022 e disse que seu marido, Eric Richins, tinha morrido.
Ela disse às autoridades que preparou um drinque de vodca para o marido e horas depois o encontrou inconsciente.
Após a morte do marido, Kouri escreveu um livro infantil ilustrado chamado Are You With Me? (“Você Está Comigo?”, em tradução livre). O livro seria para seus filhos e crianças em geral a lidar com a morte de um ente querido. Ela disse à estação de rádio local KPCW que o livro trazia “paz” para ela e seus três filhos.
“Nós escrevemos este livro e realmente esperamos que ele forneça algum conforto não apenas para nossa família, mas para outras famílias que estão passando pela mesma coisa”, disse ela à KPCW em uma entrevista no mês passado.
Ela dedicou o livro a Eric, que descreveu como um “marido incrível e um pai maravilhoso”.
Dois meses depois da publicação, ela foi acusada pelo homicídio do marido.
O julgamento de Kouri Richins começou em 23 de fevereiro. A americana de 35 anos se declara inocente.
A causa da morte de Eric foi detectada por um legista como sendo overdose da droga fentanil. O homem tinha uma dosagem cinco vezes maior que a dosagem letal da droga em seu sistema, disse o legista.
De acordo com documentos do processo criminal apresentados pela acusação, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, Kouri enviou uma mensagem de texto a uma pessoa que já havia sido presa por acusação de tráfico de drogas pedindo medicamentos prescritos para dor que só podem ser vendidos com receita médica.
Ela disse que os remédios eram para um investidor com uma lesão nas costas.
Kouri recebeu pílulas de hidrocodona, segundo os documentos do processo, antes de pedir algo mais forte — especificamente fentanil.
Três dias depois que Kouri supostamente obteve as drogas, ela e o marido jantaram para comemorar o Dia dos Namorados.
Depois disso ele adoeceu. Eric acreditava que havia sido envenenado, segundo os documentos da acusação. Ele teria dito a um amigo que achava que sua esposa estava tentando envenená-lo, diz a promotoria.
Duas semanas depois, de acordo com a acusação, Kouri comprou mais fentanil. Em 4 de março ela ligou para a polícia no meio da noite para dizer que seu marido não estava acordando.
Segundo ela própria, ele tomou um drinque de vodca feito pela esposa antes de dormir. Kouri foi dormir com um de seus filhos pequenos, que estava tendo um pesadelo.
Mais tarde, ela voltou para seu quarto e encontrou o marido “frio ao toque”, segundo seu depoimento à polícia.
No primeiro dia do julgamento, o promotor disse ao júri que Kouri Richins tinha uma dívida de US$ 4,5 milhões e acreditava que, se o marido morresse, herdaria seu patrimônio, avaliado em mais de US$ 4 milhões.
A promotoria argumentou que ela estava planejando um futuro com outro homem com quem mantinha um caso extraconjugal.
Ainda segundo a acusação, anos antes da morte do marido, Kouri contratou diversos seguros de vida para Eric sem o conhecimento dele, com benefícios que totalizavam quase US$ 2 milhões.
Documentos judiciais também indicam que ela tinha saldo negativo em sua conta bancária e estava sendo processada por um credor.
Uma das testemunhas ouvidas durante o julgamento, Carmen Lauber, faxineira que trabalhava para a família Richins, confessou ter vendido comprimidos ilícitos para a Kouri em quatro ocasiões no início de 2022.
A defesa da mulher argumenta que Eric Richins sofria da doença de Lyme, era viciado em analgésicos e que sua morte foi causada por uma overdose.
Os advogados da americana também alegam que não existem provas suficientes para condená-la, já que não foram encontradas drogas no quarto onde Eric morreu, os utensílios usados para fazer o drinque de vodca nunca foram testados e a certidão de óbito ainda lista a causa da morte como “desconhecida”.

Descrição Jornalista
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