Artigo 09/06/2021 08:20
A montanha pariu um rato (Artigo)
Essa mania e necessidade - e não é de agora - de criar um grande escândalo midiático por dia - na política, nos negócios, no esporte etc -criou um clima na Seleção que parecia um tsunami no futebol.

Esta mania, sofrência e angustiante necessidade – e não é de agora – de mover um grande escândalo midiático por dia – na política, nos negócios, no esporte etc – criou um clima na Seleção Brasileira que parecia um tsunami no futebol.
E agora tudo vira a chatíssima política e polarização do cordão verde e do cordão encarnado.
Aliás, a lembrança do pastoril cabe bem.
Aí você termina de ler a nota dos jogadores e conclui: a montanha pariu um rato.
O nevoeiro é tamanho que perde-se a capacidade de analisar que os jogadores são profissionais, tem contratos fabulosos com empresas, compromissos, que se negar a jogar uma competição internacional e oficial pode ser o fim da carreira (se fizeram com a seleção do país, imagine com qualquer outro patrocinador ou clube).
A seleção tem patrocínios também, dos quais os atletas ganham percentuais, uso de imagens, véspera de uma Copa do Mundo, onde o nível de exposição global representa muito dinheiro.
Se obtiver sucesso o valor sobe para a estratosfera.
Sequer uma crítica para a CBF, envolvida em escândalo, mereceu alguma referência na nota dos atletas.
“Culpam” a Commebol, responsável direta pelo evento.
Se os jogos não terão a presença do público o risco sanitário é mínimo.
Pra não dizer nenhum, se comprado estatisticamente com o que já vem ocorrendo no país.
Acontece que por trás da entidade sulamericana está a Fifa. Esta sim, superpoderosa em todo o mundo.
Os jogadores sabem que se negar coletivamente em jogar pela seleção seria melhor mudar de país.
A vida deles aqui se tornaria um inferno. No aeroporto, na rodoviária, na praia, no botequim.
Nem os que jogam foram estariam livres da intolerância do torcedor.
Enfim, foi muita fumaça para nada.
A seleção vai jogar (se o STF deixar), vai tratar de fazer papel bonito, quer ganhar e aumentar patrimônio.
Não tem nada com preocupações sanitárias.
E nem políticas.
De quem vai jogar, vai patrocinar, vai dirigir.
Já de parte de quem vai cobrir jornalisticamente o evento tenho minhas dúvidas da sinceridade.
São interesses muito visíveis.

Descrição Jornalista
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