Brasil 27/03/2024 09:43
Idade média ao morrer varia de 57 a 72 anos a depender da capital brasileira
Mapa do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) aponta que em Boa Vista (Roraima), população morre em média 15 anos mais cedo do que em Belo Horizonte, em Minas Gerais

A expectativa de vida em capitais brasileiras varia 15 anos, de 57 a 72 anos.
A idade média ao morrer de moradores de Belo Horizonte ou Porto Alegre, por exemplo, gira em torno de 72 anos.
No entanto, para quem mora em Boa Vista a idade média ao morrer é bem inferior, em torno de 57 anos.
Os dados constam do primeiro Mapa da Desigualdade entre as capitais brasileiras, lançado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS), na capital paulista.
O trabalho, inédito, compara 40 indicadores das 26 capitais brasileiras em temas como educação, saúde, renda, habitação e saneamento.
O estudo reforça a percepção da distância que separa as várias regiões e estados do país, demonstrando que o Brasil é mesmo um país desigual.
“Esse é um dado que às vezes fica mais escondido, mas que traduz muito a desigualdade. Essa diferença de 15 anos na idade média ao morrer [entre Belo Horizonte/Porto Alegre e Boa Vista], que é uma coisa que chama muito a atenção, traduz muito a desigualdade”, conta o coordenador geral do Instituto, Jorge Abrahão.
Em entrevista à Agência Brasil, Abrahão conta que os índices estão diretamente ligados aos investimentos em políticas públicas:
“As questões de saneamento, de habitação precária, de qualidade de saúde e educação, de mortalidade infantil, de violência, de homicídios contra jovens, em geral, são números muito ruins nessas cidades que tem uma idade média de morrer muito baixa. Portanto, para você conseguir aumentar esse número, significa que você teria que investir em questões centrais para a qualidade de vida das pessoas.”
Outro indicador analisado pela publicação e que reforça a desigualdade existente entre as capitais brasileiras apontou que 100% da população de São Paulo é atendida com esgotamento sanitário, enquanto em Porto Velho, apenas 5,8% da população tem esse acesso.
Sobre esse dado, Abrahão faz ainda uma ressalva: embora os dados oficiais indiquem que 100% da população paulistana tem acesso a esgotamento sanitário, o índice não reflete totalmente a realidade.
“É verdade que em uma cidade como São Paulo há algumas áreas de ocupações irregulares, muitas delas que não têm essa questão resolvida. Mas isso acaba não aparecendo nesses dados oficiais”, explicou.

Descrição Jornalista
Cesta básica teve alta durante o governo Lula
22/09/2026 17:36
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula na ONU
22/09/2026 16:28
Marina Elali, Sambinha na Laje e Baile da Amada: veja agenda cultural do fim de semana em Natal
03/09/2026 07:08 266 visualizações
11/09/2026 07:24 256 visualizações
Datafolha, 1º turno: Lula, 38%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 8%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%
04/09/2026 06:37 255 visualizações
PGR pede anulação de provas que citam Moraes e Daniel Vorcaro
02/09/2026 05:12 253 visualizações
Exclusivo: Moraes e Mendonça batem boca e quase chegam às vias de fato no STF
01/09/2026 16:40 249 visualizações
André Mendonça mapeia votos no STF para abrir investigação contra Alexandre de Moraes
01/09/2026 15:22 241 visualizações
Governo federal limita reajuste de servidores em 2027 com gatilho fiscal
01/09/2026 13:23 229 visualizações
01/09/2026 06:17 222 visualizações
Potigás conclui obras do Polo Gás Sal e região da Costa Branca já conta com oferta de gás canalizado
01/09/2026 05:55 220 visualizações