FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Arqueologia 05/03/2024 17:05

Homem descobre esqueleto de titanossauro ao passear com cachorro na França

Escavações no local da descoberta acidental, a floresta de Montouliers, revelaram uma ossada quase completa de 70 milhões de anos, datada do final do Cretáceo

Homem descobre esqueleto de titanossauro ao passear com cachorro na França

Enquanto passeava com seu cachorro em uma floresta de Montouliers, ao sul da França, um homem encontrou o esqueleto de um titanossauro, uma das maiores criaturas já registradas na Terra, que viveu há 70 milhões de anos.

A descoberta foi realizada em 2022 por Damien Boschetto, um morador de Hérault, hoje com 25 anos de idade.

O achado foi mantido em segredo por dois anos para proteger o sítio arqueológico onde estava o esqueleto, segundo divulgou neste domingo (3) oThe Washington Post.

“Esta não é minha primeira tentativa”, disse por e-mail Boschetto ao site. “Já descobri muitos ossos de dinossauros, mas é claro que é sempre uma emoção descobrir novos ossos.”

Damien Boschetto, aqui à esquerda, é o jovem entusiasta da paleontologia por trás da descoberta — Foto: Damien Boschetto
Damien Boschetto, aqui à esquerda, é o jovem entusiasta da paleontologia por trás da descoberta — Foto: Damien Boschetto

O dono decidiu levar seu cachorro Muffin para passear. Ele e o cão, uma mistura de border collie, dirigiram-se para a floresta em Montouliers, que fica a poucos quilômetros de sua casa em Cruzy.

Enquanto Muffin farejava e explorava a trilha, Boschetto ficava de olho nos fósseis – passatempo favorito do entusiasta após estudar paleontologia na faculdade. Logo, o homem avistou algo saindo de um penhasco erodido: o osso de titanossauro.

Esqueleto foi transferido para o Museu de Cruzy — Foto: Damien Boschetto
Esqueleto foi transferido para o Museu de Cruzy — Foto: Damien Boschetto

O osso pélvico estava exposto por um deslizamento de terra. A partir do fóssil, especialistas descobriram que o esqueleto que estava 70% completo e com a maioria dos ossos ainda conectados, da parte de trás do crânio até a cauda.

Os fósseis de titanossauros não são comuns na Europa, o que faz da descoberta algo especial. Acredita-se que existiram mais de 30 variações do titanossauro, que era um dinossauro de pescoço comprido — o maior deles pesava até 70 toneladas, com um comprimento de 26 metros.

“Esse titanossauro, que é um primo do brontossauro, tinha cerca de 8 a 9 metros de comprimento”, conta Francis Fage, fundador do museu de Cruzy, na França, onde o esqueleto ficará exposto. “Houve grandes inundações, ele ficou preso em uma barreira de arenito e permaneceu lá”, explica o especialista.

A equipe da escavação ainda pretende encontrar o crânio e um fêmur do titanossauro. Com base no nível de sedimento no local em que foi encontrado o esqueleto, estima-se que o dinossauro tenha vivido durante o final do Cretáceo (que durou de 145 milhões a 66 milhões de anos atrás).

O esqueleto do titanossauro, hoje guardado no laboratório do museu Cruzy — Foto: Damien Boschetto
O esqueleto do titanossauro, hoje guardado no laboratório do museu Cruzy — Foto: Damien Boschetto

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista