Universidade 21/01/2024 05:26
Estudo apresenta o mapa de risco da erosão costeira na praia de Pipa
O trabalho apresenta o mapa de risco da erosão costeira e movimentos gravitacionais de massa para o trecho urbano da praia de Pipa.

Um estudo feito por alunos da UFRN, professores e pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT Klimapolis –, projeto do CNPq financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), revela, com dados científicos, a grave situação da orla marítima do Rio Grande do Norte, onde está a praia de Pipa.
A pesquisa resultou na publicação de um artigo na Revista Brasileira de Geomorfologia.
O artigo destaca que essa área tem falésias ativas da Formação Barreiras e praias arenosas, interceptadas por desembocaduras de laguna, rios e estuários.
Nesse contexto geológico-geomorfológico, submetido à intensa dinâmica costeira, segundo o estudo, acidentes têm ocorrido por causa do inadequado uso e ocupação do solo e devido às decisões embasadas em políticas públicas ineficazes.
O trabalho apresenta o mapa de risco da erosão costeira e movimentos gravitacionais de massa para o trecho urbano da praia de Pipa.
A pesquisa foi realizada por meio da análise integrada em ambiente de sistema de informações geográficas de dados espaciais do meio físico, pluviométricos, de reanálises do regime de ondas e de infraestruturas instaladas inadequadamente.
Os resultados mostram o domínio de setores categorizados em risco alto (R3), risco muito alto (R4) e pontos de risco de desastres iminentes, confirmados em visitas a campo.
“O mapa de risco forneceu compreensão da sinergia entre os processos continentais e marinhos atuantes na retração da linha de costa e de subsídios para o planejamento e controle ambiental costeiro em tomadas de decisões referentes a intervenções adequadas para a redução de desastres”, explica o professor Venerando Amaro, do Departamento de Engenharia Civil da UFRN e integrante gestor do INCT Klimapolis.
O professor alerta que desde 2019 foi apresentado um projeto para o Chapadão, transformando a área em Monumento Geológico, mas que até agora não houve providências.
O artigo tem como autores, além do professor Venerando, as pesquisadoras Luana Raquel (UFRN), Ada Cristina Scudelari (UFRN) e Lívian Rafaely de Santana Gomes Pinheiro (UFRN).
Deu no Portal da UFRN

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