FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – 01 ano – 0502 a 0503

Inflação 12/12/2023 09:21

Alimentos mais caros puxam alta de 0,28% da inflação em novembro

Mesmo com variação positiva, IPCA acumulado em 12 meses recuou para 4,68% e caminha para fechar o ano dentro do intervalo da meta pela primeira vez desde 2000, mostra IBGE

Alimentos mais caros puxam alta de 0,28% da inflação em novembro

Guiada novamente pela alta no preço dos alimentos (+0,63%), a inflação oficial do Brasil voltou a ganhar força ao subir 0,28% em novembro, ante alta de 0,24% apurada no mês anterior, mostram dados revelados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo com a aceleração, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora volta a figurar dentro do intervalo da meta, com alta acumulada de 4,68% nos últimos 12 meses.

Para os analistas do mercado financeiro, a inflação deve arrefecer e chegar ao fim deste ano em 4,51%, patamar dentro do intervalo perseguido (de 1,75% para 4,75%) pela primeira vez desde 2020.

Líder das altas no mês, os preços dos itens que compõem o grupo de alimentação e bebidas subiram 0,63%, alta acima da apurada no mês anterior (+0,31%), quando a variação do grupo de despesas ficou positivo após quatro meses consecutivos de deflação.

“As temperaturas mais altas e o maior volume de chuvas em diversas regiões do Brasil são fatores que influenciam a colheita de alimentos, principalmente os mais sensíveis ao clima, como os tubérculos, os legumes e as hortaliças” explica André Almeida, gerente responsável pela pesquisa.

Combustíveis em queda

Em novembro, combustíveis caíram 1,58%, já que a gasolina (-1,69%) e o etanol (-1,86%) apresentaram redução de preço. Na contramão, o óleo diesel (+0,87%) e o gás veicular (+0,05%) registrando alta.

Mesmo com a queda, os preços do grupo de transportes avançaram 0,27%, novamente influenciado por novo aumento nos preços da passagem aérea (+19,12%), subitem com a maior contribuição individual no índice do mês.

O grupo ainda foi afetado pela alta do táxi (2,22%), que decorre dos reajustes de 6,67% aplicado em São Paulo (6,02%), a partir de 28 de outubro, e de 20,84% aplicado em Porto Alegre (5,69%), a partir de 9 de outubro.

Deu em R7

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista