Golpes 01/09/2023 12:20
Justiça do Amazonas determina bloqueio de R$ 10 milhões da 123milhas
Dinheiro será destinado a pagar possíveis indenizações a clientes lesados no estado

O Tribunal de Justiça do Amazonas autorizou nesta quarta-feira (30) o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas da 123milhas.
A decisão da Justiça atende a um pedido do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).
O objetivo do bloqueio é garantir que a 123milhas tenha dinheiro para pagar eventuais indenizações a clientes amazonenses que tenham sido lesados pelo cancelamento de pacotes de viagens pela empresa de turismo.
Em sua decisão, a juíza da 18ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, Kathleen dos Santos Gomes, ainda determina que, caso o valor de R$ 10 milhões não seja atingido, ocorra também o bloqueio nas contas pessoais dos sócios da 123milhas.
“Essa decisão sai antes da decretação de recuperação judicial da 123milhas , ou seja, por mais que a Justiça venha a admitir a recuperação judicial dela, caso esses ativos já tenham sidos bloqueados, eles não sofrerão nenhuma interferência pelo juízo”, afirma o defensor público Christiano Pinheiro, coordenador do Nudecon.
No dia 18 de agosto, a 123milhas informou que não vai honrar seus compromissos com os clientes e deixará de emitir passagens de viagens que deveriam acontecer entre setembro e dezembro deste ano.
As passagens em questão são da categoria “Promo”, que vendia pacotes mais baratos com datas flexíveis.
De acordo com a 123milhas, os cancelamentos de viagens devem-se “à persistência de fatores econômicos e de mercado adversos, entre eles, a alta pressão da demanda por voos, que mantém elevadas as tarifas mesmo em baixa temporada, e a taxa de juros elevada”.
No dia 21 de agosto, o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, disse que “a argumentação de que houve alteração no cenário econômico não é problema do consumidor”, e que “os riscos do negócio pertencem à empresa que oferece os serviços”.
Para reembolsar os clientes lesados, a 123milhas não oferece a opção em dinheiro, mas apenas em vouchers para serem usados em outros produtos da empresa.
A prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, o que fez a empresa ser notificada por Procons estaduais e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) , além de ser investigada pela Justiça.
Nesta semana, a 123milhas entrou com pedido de recuperação judicial junto à 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Além disso, a empresa solicitou a suspensão imediata das ações judiciais de cobranças contra ela.
Deu em IG

Descrição Jornalista
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