FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Psicologia 01/02/2023 09:00

OMS diz que 40 milhões de pessoas estão com transtorno bipolar. Conheça os sinais de alerta

Quando está deprimida, a pessoa pode se sentir triste, irritada, vazia, sem prazer ou interesse em atividades. Esse comportamento pode durar quase o dia todo, durante vários dias.

OMS diz que 40 milhões de pessoas estão com transtorno bipolar. Conheça os sinais de alerta

Quarenta milhões de pessoas foram diagnosticadas com transtorno bipolar em 2019, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como reconhecer a doença? O psiquiatra Marc Masson falou a respeito em entrevista à RFI.

A doença foi chamada de psicose maníaco-depressiva durante muito tempo. A OMS explica que pessoas com o transtorno bipolar alternam episódios depressivos com sintomas maníacos.

Quando está deprimida, a pessoa pode se sentir triste, irritada, vazia, sem prazer ou interesse em atividades. Esse comportamento pode durar quase o dia todo, durante vários dias.

Já os períodos maníacos podem incluir euforia ou irritabilidade, com picos de atividade ou energia. Outros sintomas são o aumento da loquacidade, ou seja, a pessoa fala muito, pensamentos acelerados, autoestima exacerbada, menos necessidade de dormir, maior distração, além de comportamento impulsivo e imprudente.

Pessoas com transtorno bipolar estão mais sujeitas ao suicídio, alerta a OMS. A doença foi um dos temas discutidos no Congresso do Encéfalo, que aconteceu em Paris de 18 a 20 de janeiro.

Marc Masson, psiquiatra do Hospital Americano de Paris e editor-chefe da revista Encéphale, conversou a respeito do transtorno com a jornalista Caroline Paré.

“Muitas vezes há sinais de alerta, que podem começar muito cedo, aliás, desde o final da infância, início da adolescência, com distúrbios do sono, certos comportamentos emocionais instáveis, ​​mas não suficientemente significativos para sugerir o diagnóstico”, relata o especialista a respeito das dificuldades e lentidão para se chegar a um diagnóstico.

Luta contra o preconceito

O psiquiatra aponta para a gravidade da estigmatização dos transtornos mentais nos ambientes de trabalho. Para ele, é muito importante lutar contra esse preconceito.

“As doenças mentais em geral são muito discriminadas, principalmente no ambiente de trabalho. Essa é sempre uma questão muito, muito delicada. Muitas pessoas podem perder o emprego quando esse diagnóstico é conhecido e esse não deveria ser o caso”, defende Masson.

O especialista aprova os testemunhos de personalidades, como artistas, a respeito de como enfrentam a doença. Segundo ele, isso pode ajudar a lutar contra o preconceito.

“Quando elas falam do próprio sofrimento, da forma como conseguiram atravessar, superar a doença, acho que o público em geral acaba se identificando. Isso pode efetivamente melhorar o acesso aos tratamentos, à liberdade de expressão dentro das próprias famílias. Então, isso por si só, é um passo muito positivo por parte de personalidades que ousam, eu diria, se expor dessa forma.”

Deu em Yahoo/RFI

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista