FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Eleições 10/06/2022 18:26

Defesa diz ao TSE não se sentir prestigiada em discussão sobre urna

Em ofício enviado para o TSE, general Paulo Sérgio diz que Forças Armadas não estão se sentindo "prestigiada" em grupo de transparência

Defesa diz ao TSE não se sentir prestigiada em discussão sobre urna

ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, enviou novas considerações sobre as urnas eletrônicas ao TSE na tarde desta sexta-feira (10/6).

Em ofício obtido pela coluna, o general manda uma série de recados para os ministros da Corte.

No trecho mais forte, Nogueira chega a afirmar que as Forças Armadas não estão se sentindo prestigiadas por seu trabalho no grupo de transparência das eleições.

“Até o momento, reitero, as Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao honroso convite do TSE para integrar a CTE”, afirma Nogueira no ofício.

O ofício é um novo capítulo das divergências entre a Justiça Eleitoral e os militares, convidados pelo então presidente do TSE, Edson Fachin, para participar da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).

Desta vez, além do Ministério enviar novas sugestões, que não foram divulgadas até o momento, faz também uma série de reclamações. Em especial sobre a forma com que o TSE conduz os debates sobre a segurança do pleito.

Nogueira diz que a Justiça Eleitoral parece não querer “aprofundar” a discussão “técnica” sobre a segurança das urnas eletrônicas, principal reclamação do presidente Jair Bolsonaro.

“Até o momento, não houve a discussão técnica mencionada, não por parte das Forças Armadas, mas pelo TSE ter sinalizado que não pretende aprofundar a discussão”, afirma.

No documento, Nogueira ainda pede novas rodadas de discussões entre as equipes técnicas dos militares e do TSE.

“Neste ponto, assinalo que as divergências que ainda persistam podem ser dirimidas com a pretendida discussão entre as equipes técnicas”, explica.

Observadores internacionais

Nogueira também trata da vinda de observadores internacionais como garantia de segurança no pleito. No ofício, ele diz que a medida “não basta” por causa do caráter eletrônico da eleição brasileira.

“Destaca-se que, por se tratar de uma eleição eletrônica, os meios de fiscalização devem se atualizar continuamente, exigindo pessoal especializado em segurança cibernética e de dados. Não basta, portanto, a participação de “observadores visuais”, nacionais e estrangeiros, do processo eleitoral”, afirma.

No fim, o general diz que não interessa “concluir o pleito eleitoral sob a sombra de desconfiança dos eleitores”.

“Por fim, encerro afirmando que a todos nós não interessa concluir o pleito eleitoral sob a sombra da desconfiança dos eleitores. Eleições transparentes são questões de soberania nacional e de respeito aos eleitores”, diz.

Deu em Metrópoles

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista