Pandemia 05/05/2022 10:18
Covid-19: Brasil registra primeiros casos da subvariante ômicron XQ; veja o que se sabe
Dois casos aconteceram na cidade de São Paulo e foram sequenciados pelo Instituto Butantan. Informações sobre idade e gênero dos pacientes não foram divulgadas.

O Brasil registrou os dois primeiros casos de Covid-19 provocados pela subvariante XQ, uma combinação das sublinhagens BA.1.1 e BA.2 da ômicron.
Os casos aconteceram na cidade de São Paulo e foram sequenciados pelo Instituto Butantan.
O Instituto e a Secretaria Estadual de Saúde confirmaram a informação ao g1 (veja nota ao final da reportagem). Informações sobre idade e gênero dos pacientes não foram divulgadas.
Segundo o sistema internacional de classificação e registro de novas linhagens conhecido como Pango, 49 casos de variantes recombinantes do tipo já tinham sido registrados na Inglaterra e no País de Gales.
Uma recombinação ocorre quando um indivíduo é infectado com duas ou mais variantes ao mesmo tempo, resultando em uma mistura de seu material genético dentro do corpo do paciente.
Mas uma variante recombinante, como é o caso da XQ, não é a mesma coisa que um indivíduo infectado por duas variantes ao mesmo tempo.
A XQ é uma mistura das duas sublinhagens da ômicron: BA.1.1 e BA.2.
Salmo Raskin, médico pediatra e geneticista, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, explica que, como temos poucos casos descritos no mundo, não é possível saber ao certo informações sobre a transmissibilidade e virulência da XQ.
Porém, como esse número também é muito pequeno no país, o pesquisador acredita que essas recombinantes serão provavelmente ‘engolidas’ pela BA.2, que é mais transmissível que a BA.1.
“Todas essas variantes recombinantes são chamadas de variantes de interesse. Estão abaixo do grau de variante de preocupação (VOC) da OMS”, diz.
No começo de abril, o Ministério da Saúde confirmou por aqui o primeiro caso de outra recombinante da ômicron, a XE, uma mistura da BA.1 e BA.2. De lá pra cá, segundo dados do Ministério da Saúde, somente mais três casos da XE foram confirmados.
À época, embora apontada em estudos iniciais como cerca de 10% mais transmissível que a BA.2, a OMS disse que aguardava novas pesquisas sobre o assunto.
No mesmo mês, a organização também havia dito que continuaria a monitorar os riscos associados às variantes recombinantes e que forneceria atualizações à medida que mais evidências científicas estivessem disponíveis.
Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que a OMS já tinha alertado sobre essa recombinação recém-identificada no Brasil em relatórios de meados de março, sem nomeá-la de XQ.
Deu em G1

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