Fotografia 08/11/2021 09:00
As 6 fotografias mais caras do mundo. Qual a sua opinião a respeito da lista?
Quando a fotografia foi inventada, no início do século XIX, mais precisamente em 1826 (data do primeiro registro fotográfico da história), sua função era primordialmente a de documentar.
Quando a fotografia foi inventada, no início do século XIX, mais precisamente em 1826 (data do primeiro registro fotográfico da história), sua função era primordialmente a de documentar.
Quase dois séculos depois, hoje a fotografia é uma arte que movimenta quantias milionárias em leilões ao redor do mundo. As cifras investidas por colecionadores em fotografias impressionam, ainda que não alcancem os valores estratosféricos gastos com pinturas feitas por artistas consagrados.
Mas afinal, o que leva a uma “simples” fotografia custar tão caro?
O que torna algumas fotos tão cobiçadas por colecionadores não necessariamente será o fator estético.
São fatores como a raridade, a forma como foram executadas, o contexto histórico, as cores, o enfoque e outros detalhes técnicos que vão dizer muito mais sobre o trabalho do fotógrafo (a. e consequentemente transformar a foto em uma obra de arte onde compradores milionários podem investir suas fortunas.
Veja a seguir 6 fotografias que foram vendidas por valores exorbitantes:
O fotógrafo australiano Peter Lik é o autor da suposta foto mais cara da história. Suposta porque o comprador permanece anônimo. A estranheza à época em que a foto foi vendida, em dezembro de 2014, se deu também pela avaliação de especialistas sobre a fotografia e a importância de Lik no mercado de arte. Seu trabalho costuma ser considerado como não colecionável pelos críticos. No entanto, é o seu registro do cânion Antelope, no Arizona (EUA) a fotografia mais cara de que se tem notícia. “Phantom” foi vendida por US$ 6,5 milhões, o que na cotação atual seria R$ 36,5 milhões.
Até 2014, quando Peter Lik alegou ter vendido sua foto “Phantom” por 6 milhões de dólares, o recorde de foto mais cara da história era do fotógrafo alemão Adreas Gursky. O trabalho “Rhein II” faz parte de uma série de seis fotografias do Rio Reno, na Alemanha. Quatro dessas fotos estão expostas em museus como o MoMA em Nova York e o Tate Modern em Londres.
A imagem tem grandes dimensões, medindo 3,5m x 2m e foi vendida em 2011 por US$ 4,3 milhões (R$ 24,1 milhões).
A fotógrafa e cineasta Cindy Sherman já foi festejada como uma das artistas mais importantes da contemporaneidade. Sua obra recebeu uma retrospectiva no MoMA, de Nova York, um ano após a venda de sua foto “Untitled #96” em 2011 por US$ 3,89 milhões (R$ 21,9 milhões).
Cindy Sherman tirou essa foto de si mesma, sendo responsável por todos os detalhes que compõe a fotografia, como maquiagem, cabelo e iluminação. A foto faz parte da série Centerfolds de 1981.
Os fotógrafos Gilbert Prousch e George Passmore fizeram em 1973 uma série de fotografias chamada Drinking Sculptures (Esculturas a Beber) e a foto “To Her Majesty” faz parte dessa série. Trata-se de um agrupamento de imagens individuais em preto e branco registrando as noites de embriaguez da dupla de fotógrafos. Em 2008, a foto foi vendida em um leilão em Londres por US$ 3,7 milhões (R$ 20,8 milhões).
A imagem cujo nome completo é Dead Troops Talk (A vision after an ambush of a Red Army patrol, near Moqor, Afghanistan, winter 1986) – “Tropas mortas conversam (Uma visão após uma emboscada de uma patrulha do Exército Vermelho, perto de Moqor, Afeganistão, inverno de 1986)”, em português não se trata de registro real de guerra. A fotografia foi criada em 1992 em um estúdio com atores e representa soldados ensanguentados encarando a própria morte, sendo considerada como uma crítica aos horrores das guerras. Esse trabalho é um dos mais famosos do fotógrafo canadense Jeff Wall e foi vendida em um leilão em 2012 por US$ 3,6 milhões (R$ 20,2 milhões).
Mais uma vez o fotógrafo alemão Andreas Gursky aparece na lista de fotos mais caras do mundo, dessa vez com o trabalho “99 cent II Diptychon”. A fotografia com prateleiras de supermercados mede cerca de 3 metros de largura e pode parecer apenas uma foto banal de algo que faz parte do cotidiano, mas é altamente conceituada no meio artístico. Foi arrematada por um comprador anônimo em 2007 pelo valor de US$ 3,3 milhões (R$ 18,5 milhões), sendo à época a primeira fotografia a custar mais de 3 milhões de dólares.
Deu em Yahoo

Descrição Jornalista
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