Mulheres 31/10/2021 10:28
Saúde mental durante a pandemia piorou para 62% das brasileiras, diz estudo
Segundo estudo realizado pelo Instituto FSB a pedido da companhia seguradora SulAmérica, 62% das brasileiras afirmam que a saúde emocional piorou ou piorou muito durante o período. Em relação aos homens, o índice não chega à metade: 43% dizem ter ficado mais abalados.

A pandemia trouxe diversos impactos à saúde dos brasileiros, tanto físicos quanto emocionais. E, em relação ao segundo item, as mulheres dizem ter sido mais impactadas do que os homens.
Segundo estudo realizado pelo Instituto FSB a pedido da companhia seguradora SulAmérica, 62% das brasileiras afirmam que a saúde emocional piorou ou piorou muito durante o período. Em relação aos homens, o índice não chega à metade: 43% dizem ter ficado mais abalados.
A preocupação em relação ao tema também prevalece dentro da população feminina. Entre elas, 63% dizem estar preocupadas com a saúde emocional. Entre os homens, a taxa é de 47%.
A pesquisa foi realizada em setembro por meio de 2.100 entrevistas com brasileiros a partir de 18 anos e com representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.
Outro estudo, divulgado em 2020 pela Plataforma Gente, mostro que enquanto 33% dos homens estão ansiosos, quase metade das mulheres dizem se sentir assim (49%).
E a ansiedade vem acompanhada de outros problemas: insônia, que está presente no dia a dia de 33% das mulheres contra 19% dos homens; enxaqueca, um sintoma de 18% das mulheres e apenas de 9% dos homens; e alimentação excessiva, que vem ocorrendo com 42% das mulheres e 36% dos homens.
Entre as explicações para a sobrecarga mental estão o aumento das obrigações com os cuidados domésticos durante a quarentena, tanto em relação à casa quanto à saúde e bem-estar da família.
“Mesmo entre as mulheres que vivem em casas onde a divisão de tarefas é feita de maneira igual com o homem, normalmente essa divisão se refere mais à execução das atividades e não à gestão.
Ou seja, o ato de pensar, planejar e de tomar decisões recai sobre as mulheres”, afirma a psicóloga e mestre em Psicologia Cognitiva pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Nina Taboada*.
“No cenário da pandemia, as mulheres acabaram cuidando da saúde das pessoas da casa, do planejamento alimentar e até dessa própria divisão das tarefas”, diz.
E a tendência não se restringe ao Brasil. Pesquisa realizada em 2020 pela Universidade de Nottingham e pelo King´s College, ambos do Reino Unido, mostrou que as britânicas apresentam níveis mais altos de estresse e de ansiedade na crise sanitária do que os homens.
Segundo a professora de psicologia da saúde da Universidade de Nottingham, Kavita Vedhara, que coordenou a pesquisa, as várias funções que, socialmente, são exigidas da população feminina levou as mulheres a desenvolver mais problemas mentais.
“O fato de elas terem níveis mais altos de estresse pode ter relação com os ‘malabarismos’ para conciliar a educação dos filhos com o trabalho, além de ter outras pressões, demandas e preocupações”, afirmou Vedhara na época.
Deu em UOL

Descrição Jornalista
02/05/2026 08:15 262 visualizações
Militar que matou Bin Laden 15 anos atrás: ‘Eu o teria enforcado numa ponte de Nova York’
04/05/2026 07:12 229 visualizações
Os fantasmas que rondaram Messias, e inquietam integrantes dos Três Poderes
01/05/2026 12:33 215 visualizações
Operação Zero Álcool registra 240 prisões por embriaguez ao volante no primeiro quadrimestre de 2026
02/05/2026 04:39 212 visualizações
Avanço do comércio ilegal pressiona economia e demanda ação coordenada, afirma representante da CNC
01/05/2026 06:55 203 visualizações
Inmet emite alertas laranja e amarelo de chuvas intensas no RN
01/05/2026 06:55 200 visualizações
01/05/2026 05:47 188 visualizações
Idoso deixa R$ 30 milhões de herança para dono de lanchonete que o tratava bem
04/05/2026 06:07 183 visualizações
Botafogo arruma solução e vai pagar salários do elenco nesta terça
05/05/2026 08:00 176 visualizações