Eleições 19/10/2021 11:02
Por R$ 2,1 bilhões e aproveitando “vazios legais”, dono do Facebook teria comprada a eleição americana, diz relatório
O relatório afirma que não foi um caso de financiamento tradicional de campanha ou lobby, mas uma manipulação inteligente de "vazios legais", que provavelmente permitiram que a eleição de 2020 fosse "comprada" por um dos homens mais ricos do mundo.

Mark Zuckerberg direcionou centenas de milhões de dólares durante a eleição de 2020 para organizações nominalmente sem fins lucrativos e apartidárias que manipularam o financiamento do escritório eleitoral para virar a balança a favor do voto democrata, de acordo com um estudo publicado pelo portal The Federalist.
A análise realizada pelo doutor William Doyle, pesquisador principal do Instituto de Pesquisa de Eleições Caesar Rodney em Irving, Texas, EUA, mostra que o financiamento com recursos privados visou os principais estados contestados para aumentar a margem de voto do então candidato presidencial democrata Joe Biden contra seu rival, o republicano Donald Trump.
Foi em estados como a Geórgia, onde Biden ganhou por 12.000 votos, e o Arizona, onde ele ganhou por 10.000, que é sugerido que as táticas usadas levaram Biden à vitória.
O relatório afirma que não foi um caso de financiamento tradicional de campanha ou lobby, mas uma manipulação inteligente de “vazios legais”, que provavelmente permitiram que a eleição de 2020 fosse “comprada” por um dos homens mais ricos do mundo.
Como teria sido alargado o voto democrata?
De acordo com a investigação de William Doyle e sua equipe, o financiamento privado por entidades sem fins lucrativos financiadas por Mark Zuckerberg, o Centro para Tecnologia e Vida Cívica (CTCL, na sigla em inglês) e o Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral (CEIR, na sigla em inglês), permitiu transferir US$ 419,5 milhões (R$ 2,31 bilhões) dos recursos privados do CEO do Facebook para os escritórios eleitorais dos governos locais.
Assim, esses escritórios teriam sido usados para encorajar e recolher votos democratas usando desde uma série de práticas administrativas e acordos de compartilhamento de dados até campanhas de divulgação direta em estados-chave.
Como exemplo, The Federalist afirma que foi promovido o voto universal por correspondência, rejeitado como “catastrófico” pelo presidente no poder Trump, que incluía campanhas para aumentar o prazo de entrega de tais boletins.
Isso permitiria a “cura de cédulas”, em que centenas de milhares de cédulas de correio rejeitadas por causa de “erros”, tais como assinaturas ausentes ou inadequadas, pudessem ser consertadas, ou “curadas”, e contadas a tempo.
O CTCL também teria canalizado recursos para aumentar o número de trabalhadores temporários nas urnas como parte da infiltração encoberta dos cargos eleitorais por ativistas pagos do Partido Democrata.
Um exemplo disso foi o CTCL ter aumentado os recursos de Green Bay, no Wisconsin, para US$ 47 (R$ 259,16) por eleitor, enquanto as áreas rurais ainda registravam US$ 4 (R$ 22,06), e tais disparidades teriam sido registradas em cidades como Detroit, Atlanta, Filadélfia, Pittsburgh, Flint, Michigan, Dallas, Houston e outras.
Segundo a investigação de Doyle, isso resultou frequentemente em que áreas normalmente republicanas acabaram votando a favor dos democratas.
Em conclusão, o estudo sublinha que o uso de organizações privadas, com falta de transparência administrativa e financeira e não sujeitas às mesmas regras e verificações que regem os funcionários e instituições públicas, significa que elas não podem ser monitoradas através de pedidos de registros abertos e que o “viés estrutural” que permeou a eleição de 2020 foi provavelmente o que permitiu a Joe Biden assegurar um triunfo no Colégio Eleitoral.
Reação republicana
A notícia provocou ira no Partido Republicano, incluindo de Ron DeSantis, governador da Flórida.
“Então, Zuckerberg, ele gastou mais de US$ 400 milhões [R$ 2,21 bilhões] através destas, cito, ‘sem fins lucrativos para’, fim de citação, ajudar na administração eleitoral. Mas o que eles fariam seria exigirem que certas coisas fossem feitas, como votação maciça por correio, coleta de cédulas, e se concentrariam basicamente na participação partidária dos eleitores. Isso foi totalmente inaceitável”, declarou ele em uma coletiva de imprensa na terça-feira (12).
[Nossas eleições estão à venda? Mark Zuckerberg comprou a eleição presidencial de Wisconsin?]
O senador Ron Johnson, do Wisconsin, também questionou a legalidade dos gastos eleitorais do dono do Facebook.
Deu no Jornal do Brasil ( com agência Sputnik Brasil)

Descrição Jornalista
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