Crônica 17/10/2021 09:29
Endoida até paralelepípedo
Postei ontem aqui no blog uma matéria dizendo que muita gente decidiu aprender a tocar algum instrumento musical durante a pandemia.

Postei ontem aqui no blog uma matéria dizendo que muita gente decidiu aprender a tocar algum instrumento musical durante a pandemia.
Buscar a proteção da música para reduzir a ansiedade e o estresse provocados pela desgraça que atingiu o mundo.
Um amigo passou mensagem informando que um vizinho dele está aprendendo a tocar bateria.
Nos ensaios o novo baterista pode até afastar a ansiedade.
Mas o meu amigo anda dando choque e um estranho tic-tic nervoso.
Ou como se diz em inglês de Oxford: só dando muçica.
A bateria é mal tocada e desafina os ouvidos e o juízo de qualquer um.
Sugeri uma doce vingança.
Bala trocada num dói.
O meu amigo se inscrever para tocar trombone de vara e as primeiras canções sejam em tons bem graves.
O ensaio diário começando depois da meia noite.
Garanti que não há ser vidente que suporte.
No primeiro sopro começa a cair o cabelo.
No segundo dia o vizinho vai tocar menos bateria. No terceiro escorre uma baba pelo canto da boca. No quarto esquece a bateria e corre para um psiquiatra. No quinto se interna. Em um mês nem se lembra da pandemia, da bateria, do vizinho e do próprio nome.
Passa a chamar o coronavírus de meu chapa.
É batata.
Endoida até paralelepípedo.
PS: O meu amigo foi ainda mais cruel.
Decidiu colocar a caixa de som nas alturas só tocando funk carioca.
Soube que o vizinho foi visto embarcando para Manaus.

Descrição Jornalista
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