Indústria 11/10/2021 09:00
Construção Civil: pesquisa da CBIC mostra dificuldade para contratação de mão de obra no país
Dentre os fatores analisados no estudo estão faturamento da empresa, obras em andamento, dificuldades enfrentadas, benefícios e pagamentos. Das empresas entrevistadas pela entidade, 77% alegaram ter dificuldade de contratar trabalhadores.

A contratação de mão de obra na construção tem sido um problema para as empresas nos últimos meses.
A afirmação é resultado de levantamento realizado pela Comissão de Políticas de Relações Trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que foi apresentado na edição do Quintas da CBIC de hoje (07).
Dentre os fatores analisados no estudo estão faturamento da empresa, obras em andamento, dificuldades enfrentadas, benefícios e pagamentos. Das empresas entrevistadas pela entidade, 77% alegaram ter dificuldade de contratar trabalhadores.
Do total, 56% alegaram que faltam profissionais no mercado, 59% destacaram a ausência na qualificação e quase 29% disseram que o valor da remuneração pedido estava muito elevado.
Mestre de obras e carpinteiro são os profissionais mais difíceis de se contratar, segundo o estudo. Mais de 65% das empresas listaram a contratação de mestre de obras como “muito difícil” e carpinteiro chegou a 55%. Pedreiro (46%) e encarregado (48%) também figuraram entre os mais difíceis de contratação.
“Já temos o perfil claro: o profissional de produção é o mais difícil hoje. Muitas empresas não têm o seu programa de capacitação e buscam isso no mercado. E o mercado não está qualificando essas pessoas de forma suficiente para atender a nossa demanda”, destacou o presidente da CPRT/CBIC, Fernando Guedes.
Durante a live, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse ser necessário tentar criar situações e capacitações para gerar melhoria da competitividade e da produtividade setorial.
Mesmo com os entraves na contratação, a indústria da construção, segundo dados do Caged, tem os melhores salários médios de admissão (R$ 1.843,79), perdendo somente para o setor de serviços (R$ 1.947,92).
“A pesquisa trouxe uma realidade nua e crua. Ela relata uma realidade de canteiro de obras e do que está acontecendo na construção civil”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Contricom), Altamiro Perdoná.
Deu em CBIC

Descrição Jornalista
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