Governo Federal 09/08/2021 10:08
Bolsonaro entrega MP do novo Bolsa Família ao Congresso nesta 2ª feira
O presidente Jair Bolsonaro irá nesta 2ª feira (9.ago.2021) à Câmara dos Deputados para entregar a medida provisória que cria o novo Bolsa Família.

O presidente Jair Bolsonaro irá nesta 2ª feira (9.ago.2021) à Câmara dos Deputados para entregar a medida provisória que cria o novo Bolsa Família.
Ele também entregará a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, que deverá ser analisada simultaneamente à MP, pois ajudará a abrir espaço no orçamento para turbinar o novo programa social.
A entrega está prevista para às 10h30 e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos, (Secretaria-Geral), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bruno Bianco (Advogado-Geral da União) acompanharão Bolsonaro. Os textos serão entregues ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Para aproveitar a popularidade do auxílio emergencial, o governo batizou o substituto do Bolsa Família de Auxílio Brasil.
Ele vai integrar políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda nesse guarda-chuva. Como o desenho final do programa depende da aprovação da PEC dos Precatórios, a medida provisória não crava o valor do benefício do Auxílio Brasil. Bolsonaro tem dito querer dobrar o montante atual, chegando a R$ 400.
Porém, a equipe econômica defende que o que cabe no teto de gastos é um benefício de R$ 300.
O grupo político de ministros – formado por Ciro Nogueira (PP-PI), Flávia Arruda (PL-DF) e João Roma (Republicanos-BA) -, no entanto, tem pressionado o ministro Paulo Guedes (Economia), sobre a possibilidade de se extrapolar o limite de despesas para financiar o programa.
Um valor mais alto tem sido considerado como crucial para a reeleição de Bolsonaro no ano que vem.
A PEC dos Precatórios propõe um parcelamento das dívidas superiores a R$ 66 milhões, com entrada de 15% e mais 9 parcelas anuais.
A proposta também fala em criar um fundo com recursos da venda de estatais e imóveis da União. Os valores ficariam fora do teto de gastos e seriam usados para:
abater a dívida pública (60%);
pagar precatórios (20%);
benefícios sociais (20%).
Com o parcelamento, a PEC deve abrir espaço de R$ 40 bilhões no Orçamento de 2022. Os precatórios são dívidas decorrentes de sentenças judiciais.
Em 20 de julho de 2021, o Ministério da Economia foi informado pelo Poder Judiciário sobre o valor total de precatórios que terá, obrigatoriamente, que constar no Orçamento de 2022 e ser pago ao longo do ano: R$ 89 bilhões.
Guedes classificou o rombo como um “meteoro” que vai atingir as contas públicas do país. Por isso, agora o governo quer parcelar as dívidas.
Uma novidade do Auxílio Brasil é a tentativa de se criar uma “porta de saída” do programa de assistência social, com um bônus para quem conseguir emprego e a possibilidade de o beneficiário voltar a receber o auxílio caso perca renda.
Deu Poder360

Descrição Jornalista
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