Vacina 10/04/2021 10:52
China sinaliza que enviará 30 milhões de doses de Sinopharm até junho
Acordo saiu em call de chanceleres. Carlos França falou com colega chinês. Tom foi amistoso e ênfase em harmonia

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, recebeu sinal positivo do seu contraparte chinês, Wang Yi, a respeito de o Brasil receber 30 milhões de doses da vacina BBIBP-CorV, fabricada pela empresa Sinopharm.
França e Wang Yi conversaram por telefone por cerca de uma hora na noite desta 6ª feira (9.abr.2021), conforme havia noticiado o Poder360. O tom do encontro virtual foi amistoso. O diplomata brasileiro enfatizou algumas vezes o interesse do Brasil em manter uma relação de “harmonia” com a China.
O Ministério da Saúde já havia enviado à China uma carta ao embaixador do país no Brasil, Yang Wanming, no início de março solicitando as doses da vacina da Sinopharm. Ocorre que a relação entre as duas nações era arestosa por conta do ex-chanceler brasileiro Ernesto Araújo, que insistia em hostilizar a China.
Na conversa entre França e Wang Yi houve uma distensão que sinaliza para uma normalização das relações Brasil-China.
Além de dar sinal de que as 30 milhões de doses da vacina da Sinopharm podem chegar ao Brasil até junho, o chanceler chinês também disse que ajudaria a conseguir insumos suficientes para a produção de 60 milhões de doses vacina Oxford/AstraZeneca, fabricada na Fiocruz. A expectativa é que esse volume de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) chegue ao Brasil no 2º semestre.
Em seu discurso de posse na 3ª feira (6.abr.2021), França usou o termo “diplomacia da saúde” para dizer que o Itamaraty buscará ativamente vacinas e remédios junto a outros governos. O contato com o chinês é um dos primeiros movimentos nessa direção.
Ernesto Araújo, antecessor de França, caiu depois de ser cobrado por senadores sobre atitudes hostis ao Império do Meio.
Carlos França também já iniciou tratativas para ter uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. Será uma forma de reconstruir a relação entre Brasil e norte-americanos na era pós-Donald Trump.
O Itamaraty publicou um breve relato sobre o telefonema entre França e Wang Yi:
“Os Chanceleres concordaram na urgência do combate à pandemia e da cooperação em vacinas, IFAs e medicamentos. Autoridades dos dois países estão em contato permanente para agilizar as remessas, essenciais para salvar vidas.
“Trataram também das promissoras perspectivas em comércio e investimentos. Conversaram sobre a evolução positiva do relacionamento sino-brasileiro e os números crescentes do comércio – recorde de US$ 102,6 bilhões em 2020”.

Deu em Poder360

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