Brasil 09/02/2021 08:03
Brasil usará R$ 5,4 bilhões do banco dos Brics no combate à covid
O Brasil terá US$ 1 bilhão a mais na conta do Tesouro Nacional nesta 3ª feira (8.fev.2021).

O Brasil terá US$ 1 bilhão a mais na conta do Tesouro Nacional nesta 3ª feira (8.fev.2021).
O dinheiro é fruto de um empréstimo do New Development Bank, aprovado em janeiro, que poderá ser pago em 30 anos, com 5 de carência e juros compostos pela taxa interbancária Libor + 1,25% ao ano.
Os recursos serão usados no combate aos efeitos socioeconômicos da pandemia de covid, como crédito para negócios e outras ações que façam o país voltar a crescer. Eis a nota oficial do NDB (38 kb) sobre a operação.
Brasil e Brics
O Brasil teve US$ 3,5 bilhões aprovados ao longo de 2020. Foi o país mais beneficiado. A maior parte desse montante saiu depois de julho de 2020, quando Marcos Troyjo se tornou presidente do banco, com sede em Xangai.
Até julho de 2020 Troyjo era secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. É a 1ª vez que um brasileiro preside uma instituição financeira multilateral.
Em janeiro de 2019, o Brasil tinha só 8% dos empréstimos do NDB. Em 2 anos passou a 20%, o que equivale à sua participação no banco.
O dinheiro do NDB tem outra vantagem: é muito barato. O banco é mantido pelos países que integram os Brics, grupo de nações emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. É a instituição financeira internacional que tem maior participação brasileira entre os acionistas.

Os empréstimos são para pagamento em 30 anos, com 5 de carência, em que não se paga nada. A remuneração é pela taxa Libor mais 1,25 ponto percentual. Isso é variável, mas está abaixo de 2% ao ano.
A linha de financiamento de US$ 1,2 bilhões para o BNDES destinada ao financiamento de infraestrutura sustentável é a maior já aprovada pelo NDB. Os recursos serão destinados a projetos nas áreas de saneamento, transporte, tecnologia da informação, saúde e educação. Serão destinadas a empresas e também a governos de Estados e cidades.
Pagamento em atraso
O governo brasileiro deve US$ 292 milhões da integralização de capital do banco. O Ministério da Economia publicou nota no dia 5 de janeiro dizendo que a culpa é do Congresso. Não há prazo para solução. O Brasil não deixará de receber os empréstimos.
Deu em Poder360

Descrição Jornalista
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