Polícia Federal 03/09/2020 10:58
PF na rua para investigar fraudes de R$ 40 milhões no Dnit
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3/9), a Operação Circuito Fechado, que apura fraudes de R$ 40 milhões no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), por meio da contratação irregular de uma empresa de tecnologia da informação.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3/9), a Operação Circuito Fechado, que apura fraudes de R$ 40 milhões no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), por meio da contratação irregular de uma empresa de tecnologia da informação.
De acordo com as investigações, os contratos que foram alvo de desvios foram firmados entre 2012 e 2019. Estão sendo cumpridos 9 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Paraná.
A Justiça autorizou, também, o bloqueio de R$ 40 milhões das contas dos investigados, o sequestro de 06 imóveis e 11 veículos.Esta é a segunda fase da “Operação Gaveteiro”, que foi deflagrada em fevereiro deste ano, para apurar o desvio de R$ 50.473.262,80 do Ministério do Trabalho, por meio da contratação irregular dessa mesma empresa.
De acordo com a PF, “após a coleta das provas resultantes do cumprimento dos mandados judiciais deferidos na Operação Gaveteiro, a Polícia Federal descobriu que o Ministério do Trabalho foi apenas um dos tentáculos da organização criminosa.
Veio à tona um esquema bem maior, envolvendo empregados e revendedores do desenvolvedor da ferramenta de B.I. que era vendida aos órgãos, sempre por meio de licitações fraudadas, além da cooptação de servidores públicos para a criação artificial de uma demanda direcionada para contratação dos produtos com cláusulas restritivas que impediam a habilitação de outras empresas concorrentes”.
A PF apontou que “além de direcionar a contratação, os agentes públicos maximizavam o seu objeto, forjando a necessidade de aquisição de valores milionários em licenças, suporte técnico, consultoria e treinamento”.
Ao mesmo tempo, os servidores que faziam parte do esquema efetivavam uma pesquisa de preços viciada, instando empresas participantes do esquema, cujos gestores já estavam previamente orientados a fornecer propostas com valores bem acima daqueles praticados no mercado.
Deu no Correio Braziliense

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