Governo Federal 18/04/2020 07:47
Novo Ministro da Saúde quer aliar isolamento com incentivo à economia
O médico oncologista e empresário do setor da saúde Nelson Teich é o escolhido por Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Saúde no lugar de Luiz Henrique Mandetta, demitido nesta quinta-feira depois de semanas de conflito com o presidente.

O médico oncologista e empresário do setor da saúde Nelson Teich é o escolhido por Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Saúde no lugar de Luiz Henrique Mandetta, demitido nesta quinta-feira depois de semanas de conflito com o presidente.
“É uma honra estar aqui para poder ajudar o país”, disse Teich, após ser apresentado por Bolsonaro. Em um breve discurso, o novo ministro indicou que não faria mudanças bruscas na política do ministério em meio à pandemia, mas disse estar alinhado ao presidente e defendeu que saúde e economia não podem ser discutidas separadamente.
Nascido no Rio de Janeiro, Teich se formou pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e se especializou em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Atualmente, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos e atuou como consultor informal na campanha eleitoral de Bolsonaro, em 2018, chegando, inclusive, a ser cotado para assumir a pasta de Saúde, mas foi preterido por Mandetta. A aproximação, na época, ocorreu por meio do atual ministro da Economia, Paulo Guedes.
Teich foi apresentado pelo presidente, que estava visivelmente tenso com a mudança que promoveu em meio à pandemia.
O novo ministro falou rapidamente sobre sua expectativa em relação ao novo posto.
“Discutir saúde e economia separado não dá. Ambos são complementares”, afirmou o novo ministro, que citou a atividade econômica como um fator importante para a saúde.
“O desenvolvimento econômico arrasta outras coisas. Quanto mais se desenvolve mais se investe em educação e saúde, Emprego é necessário”, disse ele, ao lado de Bolsonaro, garantindo que há um alinhamento completo entre ambos e “todo o grupo do ministério”, para que a sociedade volte a ter vida normal.
Para tal, defendeu dados e estudos que norteiem as ações, uma diretriz que já era seguida por seu antecessor.
Apesar das falas sob medida para os ouvidos do presidente, Teich sempre defendeu o isolamento horizontal. Desde o início da pandemia de coronavírus, tem publicado no LinkedIn análises sobre a crise defendendo essa posição, ou seja, o confinamento de toda a população, ao contrário do presidente, que defende o isolamento apenas de pessoas nos grupos de risco, como os idosos.
Em um dos artigos, ele argumentava: “Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país”.
Deu em El País

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