29/03/2019 09:40
“Refletir sobre nosso comportamento online é mais importante do que votar”
Fomos muito ingênuos”, adverte o pesquisador e jornalista inglês Jamie Bartlett.Para ele, nos primórdios da Internet “havia uma ampla visão de que o simples fato de tornar a informação mais disponível e permitir que todos pudessem criar e compartilhar informação transformaria o nosso ambiente em mais informado, politizado e racional.”
“Fomos muito ingênuos”, adverte o pesquisador e jornalista inglês Jamie Bartlett.
Para ele, nos primórdios da Internet “havia uma ampla visão de que o simples fato de tornar a informação mais disponível e permitir que todos pudessem criar e compartilhar informação transformaria o nosso ambiente em mais informado, politizado e racional.”
Não foi o que aconteceu, e segundo ele a radicalização atual nem era tão difícil de prever. Para Bartlett, os grupos radicais chegaram antes à Internet por estarem fora dos jornais e do mainstream.
“Mas o mais importante é que todos nós nos tornamos mais radicais”, explica. “Pulamos de um assunto para outro e somos apresentados a mais e mais conteúdos apelativos e sensacionalistas para manter nosso vício nas redes.”
Como resultado, somos expostos a argumentos emocionais radicais e acabamos xingando e vociferando nas redes sociais.
Autor do recém-lançado livro The people vs tech: How the internet is killing democracy and how we save it (O povo vs tecnologia: como a internet está matando a democracia – e como podemos salvá-la, em tradução livre), ainda inédito no Brasil, Bartlett faz parte da Demos, um think tank britânico que reúne especialistas em educação e tecnologia para pesquisar temas relacionados à política.
Em entrevista à Pública, Bartlett fala sobre a radicalização promovida pelo ambiente online, desinformação, campanhas digitais e outros perigos da rede para a democracia.
Mas, mais do que constatar os problemas, o pesquisador propõe soluções para avançarmos junto com a tecnologia. Entre elas, um departamento governamental dedicado a fazer uma auditoria de algoritmos e uma base de dados pública, com registros instantâneos, de toda propaganda eleitoral publicada nas redes.
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/26/politica/1553628705_921854.html
Leia toda a entrevista clicando neste link acima.
Deu em El País

Descrição Jornalista
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