Entre 2017 e setembro de 2026, mais de 160 mil brasileiros perderam a vida em decorrência da doença. Para este ano, a estimativa é de mais de 77 mil novos diagnósticos, consolidando o câncer de próstata como o tipo mais frequente entre os homens no país.
O principal desafio no combate à doença é que o tumor geralmente não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, justamente quando as chances de cura podem chegar a 90%, segundo a SBU.
Os sinais costumam surgir quando o câncer já está mais avançado e podem incluir sangue na urina ou no sêmen, dificuldade para urinar, redução da força do jato urinário, disfunção erétil e dores nos ossos. O presidente da entidade, Roni Carvalho Fernandes, alerta que esperar pelo aparecimento desses sintomas pode comprometer as possibilidades de tratamento bem-sucedido.
Com a chegada de novembro, a SBU intensifica a campanha Novembro Azul para incentivar os homens a cuidarem da saúde e buscarem avaliação médica.
A entidade recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para discutir a necessidade de exames, enquanto aqueles com histórico familiar da doença, homens negros e pessoas com obesidade devem iniciar essa avaliação aos 45 anos.
A investigação pode envolver o exame de sangue PSA e o toque retal, com indicação de biópsia quando houver suspeita de tumor. A decisão sobre o rastreamento deve considerar os riscos e benefícios de cada caso.
O tratamento também passou por avanços em 2026, com a incorporação da cirurgia de próstata assistida por robô ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a SBU.
Outras técnicas autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) incluem o ultrassom focado de alta intensidade, conhecido como HIFU, que utiliza ondas de energia para destruir o tecido canceroso, e a crioablação, procedimento que congela as células do tumor.
Deu no Jornal de Brasília

