Saúde 01/11/2026 05:33
Câncer de próstata: o que o exame de PSA revela e quando é preciso investigar?

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, desconsiderados os tumores de pele não melanoma. E, infelizmente, ainda há tabu e desinformação quando o assunto é diagnóstico.
“Muitos homens fazem o exame de PSA e acreditam que por meio dele já é possível identificar algo. A investigação não se resume a um exame de sangue ou a uma rotina igual para todos os homens. A idade, o histórico familiar, os fatores de risco e a avaliação clínica são elementos importantes para definir a necessidade de exames”, alerta o urologista Dr. Ruimário Coelho.
O tema ganha destaque durante o Novembro Azul, campanha de conscientização sobre a saúde masculina. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estimativas para o triênio 2026–2028 apontam o câncer de próstata como o tipo mais frequente entre os homens, excluídos os tumores de pele não melanoma.
“A doença exige atenção porque, nas fases iniciais, pode evoluir sem apresentar sintomas. Por isso, é fundamental que os homens – assim como as mulheres frequentam com regularidade um ou uma ginecologista – passem a frequentar mais o médico, de uma forma geral. O acompanhamento é essencial para um bom resultado no tratameto não só do câncer de próstata, mas de todas as doenças”, ressalta o urologista.
PSA é uma das etapas
O exame de PSA (antígeno prostático específico) é feito por meio de uma amostra de sangue e mede os níveis de uma proteína produzida pela próstata. Alterações nesses níveis podem indicar a necessidade de investigação, mas não significam necessariamente a presença de câncer.
O PSA também pode aumentar em situações benignas, como o crescimento da próstata e processos inflamatórios.
“Muitos pacientes fazem o exame e já acham que estão com problema. O crescimento da próstata também pode ser outro indicativo. Por isso, a interpretação dos resultados deve sempre ser feita por um médico, considerando o conjunto de informações clínicas de cada paciente”, explica o médico.
O exame de toque retal, por sua vez, permite ao médico avaliar características da glândula que não são identificadas apenas pela dosagem do PSA. Dependendo dos resultados e da avaliação clínica, podem ser solicitados exames complementares, como a ressonância magnética, e, quando houver indicação, a biópsia, que permite confirmar o diagnóstico.
Histórico familiar e idade merecem atenção
A idade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. O risco também é maior entre homens com parentes de primeiro grau que tiveram a doença, especialmente quando o diagnóstico ocorreu em idade mais jovem, e entre homens negros.
“Tudo isso deve ser considerado. Essas diferenças mostram a importância de conhecer o histórico familiar do paciente, assim como o momento adequado para avaliar a necessidade de exames. Não existe uma recomendação única, cada caso é um caso”, diz o especialista.
Outros pontos que merecem atenção
Além disso, para aqueles que não frequentam o médico com tanta regularidade, outros fatores devem ser observados.
“Muitas vezes não há sintomas, por isso, é importante observar fatores como dificuldade para urinar, redução da força do jato urinário, aumento da frequência urinária, inclusive durante a noite, e presença de sangue na urina. Esses sinais também podem estar relacionados a condições benignas, mas precisam ser avaliados”, alerta Dr. Ruimário.
A orientação é não esperar que os sintomas apareçam para conversar sobre os fatores de risco e as possibilidades de investigação. “O Novembro Azul é sempre uma oportunidade para que os homens deixem de adiar o cuidado com a saúde e busquem informações para tomar decisões conscientes”, finaliza o urologista.
Fonte e foto: Assessoria