Prazo para Eagle evitar diluição na SAF Botafogo acaba neste sábado; clube social pode assumir 99% das ações - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Futebol 24/10/2026 15:31

Prazo para Eagle evitar diluição na SAF Botafogo acaba neste sábado; clube social pode assumir 99% das ações

Prazo para Eagle evitar diluição na SAF Botafogo acaba neste sábado; clube social pode assumir 99% das ações

O futuro da SAF Botafogo está perto de ser oficializado. Neste sábado, termina o prazo para que a Eagle Bidco – empresa criada pelo americano John Textor e outrora acionista majoritária da SAF – exerça o direito de preferência na compra das ações emitidas após o aumento de capital aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, em setembro.

Caso não exerça, a participação da Eagle será diluída, dando controle quase total ao Botafogo associativo sobre a SAF.

Na AGE, o presidente João Paulo Magalhães Lins sinalizou que executaria o direito de preferência para a compra de 51% das novas ações, o que corresponde a 102 milhões das novas 200 milhões de ações ordinárias Classe B. Logo no dia seguinte, o clube social pagou pouco mais de R$ 1 milhão.

A Eagle passou a ter 30 dias corridos para executar o direito de preferência, prazo previsto no edital da AGE e que termina neste sábado, 24 de outubro.

No dia da Assembleia, a Cork Gully, que é a administradora judicial da Eagle, enviou um primeiro e-mail pedindo esclarecimentos. Foram feitos diversos contatos nas últimas semanas, mas até a última sexta-feira não houve nenhuma iniciativa para a aquisição das ações.

João Paulo Magalhães Lins e Gabriel de Alba, do Botafogo — Foto: Divulgação

João Paulo Magalhães Lins e Gabriel de Alba, do Botafogo — Foto: Divulgação

A Cork Gully estava há meses sem fazer contato com membros do clube social e da SAF. A aparição após a Assembleia abriu uma expectativa da possibilidade da Eagle exercer a compra dos 49% restantes das novas ações. Para isso, teria de aportar o valor – R$ 980 mil – para incorporar as demais 98 milhões de ações. O prazo se encerra neste sábado.

Caso a Eagle não exerça a prioridade, vai haver a “sobra” de ações. A partir daí, o Botafogo associativo, que já manifestou o interesse em adquirir o restante das ações, poderá fazer a compra em até cinco dias após o fim do prazo inicial. O clube aguarda o fim do período estipulado para dar continuidade no processo.

Este cenário aponta para a diluição da Eagle na SAF. Se a Eagle não comprar as novas ações e o clube social ficar com todas as 200 milhões de novas ações, a participação acionária da Eagle será reduzida a um percentual muito pequeno. A previsão é de que o BFR fique 99,18% das ações, enquanto a Eagle fique apenas com 0,82%.

João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo, em partida contra o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo, em partida contra o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Este processo torna o clube social acionista majoritário com a Eagle tendo uma participação irrisória nas ações, o que facilita o processo da venda da SAF Botafogo para a GDA Luma, de Gabriel de Alba.

Confirmada a diluição da Eagle, a venda para o empresário mexicano pode ser feita de maneira simples, apenas com a transferência das ações. Caso a Eagle tenha uma porcentagem maior de ações, o clube social terá de acionar o “direito de drag along”. Esse mecanismo prevê que o acionista majoritário force os minoritários a vender suas ações para determinado comprador.

O Botafogo volta a campo neste sábado para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube carioca é o atual 11º colocado na tabela, com 39 pontos somados.

Deu em GE
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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