O que Flávio contou sobre a conversa
Ao relatar o encontro, o senador descreveu o estado de ânimo do pai e explicou por que não detalharia as orientações recebidas.
“Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou.
Flávio estava impedido de ver o pai desde 13 de julho. Nessa data, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concluiu que o senador divulgou uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. O prazo estipulado foi de 90 dias e terminou no último domingo (11).
A carta de Jair Bolsonaro, lida na ocasião, pedia “empenho” pelo filho, então pré-candidato. Cerca de um mês antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia publicado em suas redes sociais um texto expondo atritos com o enteado. Em um momento, a esposa do ex-presidente diz que chegou a ser desrespeitada e maltratada pelo senador.
Apesar de autorizar a retomada das visitas, Moraes mantém a determinação que veta o uso do encontro para qualquer “finalidade político-eleitoral”.
Críticas a Moraes
Após a decisão do magistrado, Flávio disse que estava “ansioso” para rever o pai e voltou a acusar Moraes de atuar “sem critério nenhum”.
“Estou ansioso, são mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, nenhum amparo legal. Na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República e separar o pai de um filho, o que eu acho que é o mais grave”, disse o candidato.