As cinco práticas comuns dos alunos mais inteligentes, segundo os professores de Harvard - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Comportamento 11/10/2026 12:03

As cinco práticas comuns dos alunos mais inteligentes, segundo os professores de Harvard

As cinco práticas comuns dos alunos mais inteligentes, segundo os professores de Harvard

A Universidade de Harvard reuniu professores de diferentes áreas para responder uma pergunta simples, mas cada vez mais debatida no meio acadêmico: afinal, o que faz um bom aluno?

As respostas, publicadas pela revista oficial da universidade, mostram que o desempenho vai muito além de notas altas e organização impecável.

Segundo os especialistas, características como curiosidade genuína, perseverança, pensamento crítico e honestidade intelectual aparecem repetidamente entre os estudantes que mais se destacam na instituição.

Confira cinco pontos destacados pelos professores de Harvard:

1. Curiosidade é mais importante do que decorar conteúdos

Para diversos docentes, a principal característica de um grande estudante é a vontade real de aprender. A professora de física Cora Dvorkin afirma que os melhores alunos são movidos por uma “necessidade interna” de compreender os assuntos, e não apenas por notas ou avaliações.

Já o professor Richard Schwartzstein, da Faculdade de Medicina, destaca que a curiosidade ajuda os estudantes a continuarem aprendendo mesmo décadas após a graduação, especialmente em áreas que mudam rapidamente, como a medicina.

2. Pensamento crítico faz diferença

Outro ponto levantado pelos professores é a capacidade de questionar, argumentar e analisar ideias com profundidade. O físico e filósofo Jacob Barandes afirma que estudantes de destaque conseguem construir raciocínios claros, identificar erros e desenvolver argumentos sólidos.

Segundo ele, essa habilidade também melhora a comunicação e ajuda os alunos a criarem conexões entre diferentes áreas do conhecimento.

3. Bons alunos sabem lidar com erros e dificuldades

Os entrevistados também destacam a importância da resiliência. Para os docentes, estudantes de excelência não evitam desafios e entendem que errar faz parte do processo de aprendizado.

A pesquisadora Tina Grotzer, da área de educação, afirma que bons aprendizes costumam sair da “zona de conforto”, aceitando riscos e encarando falhas como oportunidades de crescimento.

A ideia é semelhante à defendida por Dehlia Umunna, professora da Faculdade de Direito, que aponta a capacidade de aprender com erros como uma das qualidades mais importantes no ambiente universitário.

4. Integridade e ética continuam essenciais

Além do desempenho acadêmico, os professores reforçam que honestidade e responsabilidade são indispensáveis. Barandes afirma que seus melhores alunos são aqueles que mantêm padrões éticos elevados e evitam atalhos, mesmo quando práticas desonestas parecem comuns.

O debate sobre mérito acadêmico ganhou ainda mais força recentemente após Harvard aprovar mudanças para conter a inflação de notas na universidade. A instituição decidiu limitar a quantidade de notas máximas distribuídas em disciplinas de graduação a partir de 2027.

5. Estar aberto a opiniões diferentes é fundamental

Para o professor Yuhua Wang, um bom aluno também precisa estar disposto a ouvir perspectivas diferentes e reconsiderar suas próprias opiniões quando confrontado por novos argumentos ou evidências.

Segundo os professores, essa abertura intelectual é essencial não apenas no ambiente acadêmico, mas também para a formação profissional e pessoal dos estudantes.

A publicação faz parte de uma série da Harvard Gazette sobre educação e aprendizagem e reúne relatos de professores das áreas de física, medicina, direito, arquitetura e educação.

Deu em Revista Fórum

Ricardo Rosado de Holanda
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Descrição Jornalista