Quanto dinheiro é preciso para ser rico? Alta renda revela ‘número mágico’ e desejos de consumo - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Dinheiro 24/08/2026 13:57

Quanto dinheiro é preciso para ser rico? Alta renda revela ‘número mágico’ e desejos de consumo

Quanto dinheiro é preciso para ser rico? Alta renda revela ‘número mágico’ e desejos de consumo

Os brasileiros de alta renda consideram ser necessário acumular R$ 17 milhões, em média, para serem considerados ricos.

A informação faz parte do estudo “O que desejam os privilegiados: a alta renda brasileira, por ela mesma”, realizado pelo Google Brasil, a partir de 792 entrevistas on-line, com pessoas com renda familiar mensal de R$ 15 mil ou mais.

Existe um paradoxo na autopercepção da alta renda: 95% do grupo se entende como pessoa privilegiada por ter acesso a garantias de saúde, educação e conforto que a maioria dos brasileiros não tem.

Mas apenas 14% se reconhecem como ricos.

Para os participantes, ser rico não significa apenas ter um salário elevado, mas sim ter patrimônio acumulado suficiente para desfrutar de liberdade de escolha, seja para mudar de profissão, parar de trabalhar ou viver de renda sem afetar o padrão de vida da família.

A definição de riqueza também varia conforme a região. No Sudeste, rico é aquele que consegue cuidar da saúde com o que há de melhor e fazer o que quiser, sem precisar fazer contas. No Sul, não precisar trabalhar para viver e ter muitos imóveis são aspectos valorizados.

No Centro-Oeste, conseguir mandar o filho estudar no exterior é um diferencial.

Já no Norte e Nordeste, frequentar lugares exclusivos, como salas VIP, ter um cartão de crédito diferenciado ou morar fora são vistos como símbolos de riqueza.

Para a alta renda, existe um “número mágico” a ser atingido como forma de garantir tranquilidade no futuro: 37% dos entrevistados almejam ter até R$ 5 milhões; 18% entre R$ 6 milhões e R$ 9 milhões; 21% entre R$ 10 milhões e R$ 29 milhões; e 22% acima de R$ 30 milhões. Em média, a crença é de que são necessários R$ 17 milhões para ser rico.

Esse valor varia conforme a região, a renda e o momento de vida do entrevistado. Quem ganha mais avalia que precisa de reserva maior. Os mais velhos, por sua vez, tendem a considerar que a quantia necessária é menor. Já o público de alta renda do Nordeste possui a meta mais alta, de R$ 19 milhões.

Tempo, viagens e saúde: o que quer a alta renda

Experiências e bem-estar estão no centro do que gera satisfação para os privilegiados. Os maiores prazeres estão ligados tanto ao cotidiano quanto a experiências que conferem status: 93% encontram prazer em atividades para relaxar e descansar a mente, mesmo percentual dos que destacam viagens, bons restaurantes e programas culturais.

A relação com o dinheiro também aparece como fonte de satisfação, com 89% afirmando sentir prazer em investir bem e guardar dinheiro. O dado revela que o patrimônio é visto como um meio para viabilizar tanto os prazeres do dia a dia quanto experiências aspiracionais.

No que se refere à longevidade, 84% dos entrevistados afirmam que saúde é “tudo que desejam” ou “desejam bastante”, enquanto 68% fazem questão de ser vistos como referência em autocuidado diário. Para os privilegiados, cuidar da saúde é quase uma obrigação, parte do “pacote” de se manter no status alcançado.

Outro ponto central na vida da alta renda são as viagens, que aparecem como desejo, estilo de vida e marcador social. Ao pensar em destinos, 65% dos entrevistados dizem que o que mais os atrai é conhecer países onde ainda não estiveram, 63% querem conhecer mais o mundo e outros 63% desejam conhecer mais o Brasil.

Rendas mais baixas dentro dos privilegiados do estudo se atraem pela descoberta de novos lugares. Já entre as pessoas de renda mais alta, cresce o interesse por destinos onde os amigos já estiveram, turismo gastronômico e experiências em locais exóticos.

Na lista de objetivos da alta renda, está a possibilidade de ter um filho estudando fora do Brasil: 21% dizem desejar isso, 29% desejam bastante e 24% afirmam que ter um filho estudando fora é tudo o que desejam.

A pesquisa analisou ainda que pequenos grupos são espaços de distinção e pertencimento para a alta renda: 91% dos entrevistados participam ou já participaram de grupos fechados e clubes que se reúnem para falar sobre assuntos de interesse, enquanto71% concordam preferir estar mais próximos de pessoas parecidas com eles.

Outros 74% passaram a se expor menos nas redes sociais e 62% alegaram que já ficaram um um período afastados delas. Além disso, 81% fizeram uma “limpeza” sobre quem seguem ou deixam de seguir.

Deu em Estadão
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista