A federação União Progressista foi enfim criada formalmente, por decisão unânime do Tribunal Superior eleitoral (TSE).
Essa é a quinta federação registrada no país, que já conta com Federação Renovação Solidária, Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Federação PSOL REDE.
A legislação brasileira estabelece que as federações devem ter duração mínima de quatro anos, sob pena de os partidos envolvidos ficarem proibidos de acessar os recursos do Fundo Partidário.
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Presidente do União Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI) convidou na quarta-feira, 25, o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL),para se filiar à federação.
Na noite de terça-feira, 24, Castro foi declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a decisão, ele fica impedido de disputar eleições por oito anos, mas o ex-governador já avisou que vai recorrer da decisão.
Nesta semana, a nova federação perdeu o senador Sergio Moro (PR) para o PL de Jair Bolsonaro. O ex0juiz deixou o União Brasil porque não teria apoio para disputar o governo do Paraná.
Defesa de Toffoli
Também chamou a atenção recentemente a defesa pública que a União Progressista fez do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, envolvido no escândalo do Banco Master.
Ciro Nogueira apareceu nos diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro como “grande amigo de vida”, no contexto para aumentar o limte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que o dono do Banco Master usava como argumento para vender investimentos muito arriscados.


