FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
GOVERNO DO RN – SEGURANÇA – 2802 A 2903

Guerras 25/03/2026 08:03

Otan monta coalizão internacional de 22 nações para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz e evitar um colapso no fornecimento global de petróleo que já faz os preços dispararem nos mercados internacionais

Otan monta coalizão internacional de 22 nações para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz e evitar um colapso no fornecimento global de petróleo que já faz os preços dispararem nos mercados internacionais

A Otan está liderando a formação de uma coalizão internacional de 22 países para forçar a reabertura da navegação pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde escoa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da organização, Mark Rutte, em entrevista ao programa Fox News Sunday neste domingo (22).

Segundo Rutte, a maioria dos países que integram a coalizão são membros da Otan, mas o grupo também inclui aliados como Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

A movimentação da Otan ocorre em um momento de tensão extrema entre os Estados Unidos e o Irã. Na véspera do anúncio, o presidente Donald Trump ameaçou aniquilar as usinas nucleares iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.

Os preços do petróleo já oscilam nos mercados internacionais, com investidores reagindo ao risco de um colapso no fornecimento global de energia.

O que a Otan anunciou sobre a coalizão de 22 países

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que 22 nações estão unindo esforços para garantir que o Estreito de Ormuz esteja livre e seja reaberto o mais rápido possível.

A declaração foi feita à apresentadora Shannon Bream, da Fox News, e representa a primeira confirmação pública de que a Otan está coordenando uma resposta multilateral à crise no estreito.

Segundo Rutte, a maioria dos países envolvidos são membros da Otan, mas a coalizão vai além da aliança atlântica. A inclusão de Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein mostra que a preocupação com a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz transcende fronteiras regionais e envolve economias que dependem diretamente do fluxo de petróleo pela passagem.

O Japão e a Coreia do Sul, por exemplo, são grandes importadores de energia do Oriente Médio.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, a partir daí, ao Oceano Índico.

Por esse corredor naval de apenas 33 quilômetros de largura no ponto mais estreito passa aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Qualquer bloqueio ou restrição à navegação no estreito tem efeito imediato sobre os preços globais de energia.

O Irã controla a costa norte do Estreito de Ormuz e historicamente utiliza sua posição geográfica como instrumento de pressão geopolítica.

A decisão da Otan de montar uma coalizão para garantir a reabertura reflete a gravidade do cenário atual, em que o fechamento prolongado da passagem pode provocar um colapso no abastecimento de petróleo para Europa, Ásia e outras regiões dependentes de importação.

A ameaça de Trump ao Irã e a escalada da tensão

O anúncio da coalizão liderada pela Otan veio um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar drasticamente o tom contra o Irã. No sábado (21), Trump ameaçou aniquilar as usinas nucleares iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz dentro de um prazo de 48 horas.

A declaração intensificou a pressão sobre o governo iraniano e gerou reações imediatas nos mercados financeiros.

A ameaça americana acontece em um contexto de negociações tensas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Para a Otan, a prioridade declarada é garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz por meio de coordenação multilateral, evitando que a crise escale para um confronto militar direto.

No entanto, a combinação entre ultimato americano e mobilização da Otan sinaliza que o Ocidente está preparado para agir caso a diplomacia falhe.

Como os preços do petróleo estão reagindo à crise

Os preços do petróleo oscilaram nesta segunda-feira (23), com os mercados internacionais reagindo simultaneamente ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz e a medidas pontuais de alívio. De um lado, as ameaças à infraestrutura energética do Irã e o risco de fechamento prolongado do estreito pressionam os preços para cima.

De outro, Washington permitiu temporariamente a liberação do petróleo iraniano transportado por via marítima, com milhões de barris entrando nos mercados globais.

Essa combinação contraditória gera volatilidade, mas a tendência de alta permanece enquanto o Estreito de Ormuz não for totalmente reaberto. A ação coordenada da Otan com 22 países tem justamente o objetivo de estabilizar a situação antes que os preços saiam de controle, afetando desde o custo dos combustíveis até a inflação global.

Economias dependentes de importação de petróleo, como as do Japão e da Europa, são as mais vulneráveis ao prolongamento da crise.

O que a Otan pode fazer na prática para reabrir o Estreito de Ormuz

A Otan dispõe de capacidade naval significativa para garantir a liberdade de navegação em águas internacionais. A aliança já realizou operações semelhantes no passado, incluindo patrulhamento no Mediterrâneo e combate à pirataria no Chifre da África.

No caso do Estreito de Ormuz, a presença de navios de guerra de múltiplas nações pode servir tanto como dissuasão contra qualquer tentativa iraniana de bloquear a passagem quanto como escolta para navios petroleiros.

A inclusão de países do Pacífico e do Golfo Pérsico na coalizão amplia o alcance e a legitimidade da operação. Para a Otan, demonstrar que a reabertura do Estreito de Ormuz é uma demanda global, e não apenas ocidental, fortalece a posição diplomática da coalizão perante a comunidade internacional.

A presença de Emirados Árabes Unidos e Bahrein, vizinhos do Irã no Golfo Pérsico, é particularmente relevante por envolver nações da própria região no esforço.

O que esperar nos próximos dias

O prazo de 48 horas dado por Trump ao Irã já expirou, e a situação permanece indefinida. A Otan segue coordenando a coalizão de 22 países, e a expectativa é que medidas concretas sejam anunciadas nos próximos dias, incluindo possível posicionamento de forças navais na região do Estreito de Ormuz.

Os mercados de petróleo continuarão voláteis enquanto não houver uma resolução clara. A capacidade da Otan de manter a coalizão unida e de pressionar o Irã sem provocar um conflito armado será o fator decisivo para determinar se a crise resulta em negociação ou em escalada. O mundo acompanha com atenção, já que o desfecho afeta diretamente o preço dos combustíveis, a inflação global e o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.

A Otan lidera uma coalizão de 22 nações para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz em meio a ameaças americanas ao Irã e oscilação nos preços do petróleo.

O desfecho da crise pode redesenhar o equilíbrio de forças no Oriente Médio e impactar diretamente o bolso de consumidores em todo o planeta.

Com informações do portal da CNN Brasil./Deu em CPG

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista