O Botafogo perdeu por 3 a 0 para o Flamengo no Nilton Santos, pelo Brasileirão, e agora ocupa a zona de rebaixamento. Tudo isso na mesma semana em que caiu na pré-Libertadores jogando em casa. O momento no campo é reflexo do cenário extracampo sob o comando de John Textor.
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Botafogo x Flamengo — Foto: André Durão
São apenas três meses, mas a bagagem é enorme e pesada: uma eliminação no Carioca, a queda precoce na terceira fase da Libertadores e cinco clássicos disputados sem nenhuma vitória.
Mais do que isso, o Botafogo ainda busca um goleiro titular e uma formação ideal para novas peças que foram sendo incorporadas aos poucos em virtude do transfer ban. E, se quiser virar a chave, é preciso encontrar um caminho para seguir na temporada.
O cenário de incerteza fica ainda maior com a sequência de notícias extracampo que assombram o clube diariamente. O momento é crítico, e o Botafogo não demonstra, pelo menos até este momento, ter forças para conseguir vencer jogos grandes e acalmar os ânimos.
Começou bem, terminou mal
O Botafogo começou bem o primeiro tempo, mas o gol sofrido aos 12 minutos esfriou a partida. Aos três minutos, Alex Telles descolou cruzamento na segunda trave que passou por Arthur Cabral e quase deu a Medina um gol em sua estreia. Mas o volante não chegou a tempo de colocar a bola para dentro do gol vazio.
Arthur Cabral teve outras duas boas chances de colocar o Botafogo à frente no placar. Na primeira, após receber belo lançamento de Danilo, o centroavante errou a finalização e sequer acertou o gol defendido por Rossi. Na segunda, errou o cabeceio depois de cruzamento na medida feito por Alex Telles.
Alex Telles sofreu no lado esquerdo e foi de lá que saiu a jogada do primeiro gol do Flamengo. Varela levou a melhor em dividida com Barboza, e a bola ficou nos pés de Samuel Lino, que bateu para o gol e contou com desvio em Bastos para vencer Raul.
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Botafogo x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro 2026 — Foto: André Serrão | Click do Lance
O gol parece ter reativado a memória negativa do Botafogo pela eliminação no meio de semana na pré-Libertadores. Erros de passes, pouca efetividade e a falta de controle do jogo atuando em casa.
Na reta final do primeiro tempo, o Flamengo ampliou muito em virtude de outro grande problema que ronda o Botafogo na temporada: um goleiro titular. Léo Pereira cobrou falta sofrida por Pedro, cometida por Barboza, para ampliar o placar. Raul chegou a tocar nela, mas não evitou o gol. Ele foi o escolhido por Anselmi após falhas recentes de Neto e Léo Linck.
O Botafogo ainda perdeu o zagueiro Barboza, que acabou expulso por nova falta em Pedro. Desta vez, um puxão que foi revisado pelo árbitro de vídeo. Um homem a menos em campo e dois gols de desvantagem no placar nos primeiros 45 minutos.
Mudanças sem efeito
Anselmi voltou para o segundo tempo com duas mudanças. Newton entrou no lugar de Matheus Martins, e Ferraresi foi o outro estreante da noite ao entrar na vaga de Allan. A tentativa clara era recompor o sistema defensivo e tentar melhorar o rendimento ofensivo.
Mas o balde de água fria veio logo no primeiro ataque do Flamengo no segundo tempo. O terceiro gol saiu novamente pelo lado esquerdo, Varela recebeu com liberdade e cruzou na segunda trave para Pedro, livre de marcação, tocar para ampliar.

Anselmi fez outras mudanças ao longo do segundo tempo, mas todas sem efeito prático. Mateo Ponte, Júnior Santos e Edenilson entraram nos lugares de Barrera, Arthur Cabral e Danilo. No segundo tempo, a melhor chance foi com Medina, em chute desviado que quase enganou Rossi. E foi só.
A verdade é que o Flamengo não teve uma noite de grande inspiração e conseguiu vencer com tranquilidade um Botafogo que por diversos momentos parecia perdido em campo.
O Botafogo sucumbiu aos seus próprios erros, traumas e incertezas, dentro e fora de campo, e vive uma temporada que se desenha com muitas perguntas e, até aqui, pouquíssimas respostas.


