FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Classe Social 04/03/2026 12:50

De acordo com a psicologia, aqueles que cresceram na classe média nos anos 70 desenvolveram 7 traços de sobrevivência

De acordo com a psicologia, aqueles que cresceram na classe média nos anos 70 desenvolveram 7 traços de sobrevivência

Ter crescido na classe média baixa nos anos 1970 influenciou na sua forma de pensar, de administrar o dinheiro, e de se relacionar com as demais pessoas.

De acordo com a psicologia, ainda se observa na vida adulta marcas deixadas por essa peculiar situação socioeconômica.

Não é o caso de uma memória e sim de atitudes que foram moldadas na época de criança.

Acontece que nos anos 1970, era comum que famílias fizessem um planejamento de forma contínua para se organizassem mediante um orçamento com poucas brechas e um emprego sem estabilidade. Dessa forma, crianças e adolescentes passaram a elaborar de forma precoce algumas habilidades para encararem tais problemas e, no futuro, seguiriam com tais traços em suas personalidades.

As 7 características de quem sobreviveu ao crescer nos anos 1970, de acordo com psicólogos

1 – Grande sensibilidade às emoções

A capacidade de notar o humor de quem está na fase adulta é uma das características mais comuns. Onde havia uma situação de estresse por causa do dinheiro era de grande importância notar de forma silenciosa esse problema para impedir novos embates.

Gestuais ou momentos tensos também se incluíam nessa preservação a outros conflitos. Já na fase adulta, isso se transformou em ter grande empatia, porém, por outro lado, em uma hipervigilância emocional.

2 – Segurança financeira como necessidade constante

Ao se ter uma experiência com a pouca quantidade de recursos financeiros a pessoa estabelece uma relação única com o dinheiro, avaliou a “Psicologia Positiva”. E quando há uma melhora financeira continua-se a observar um controle dos gastos.

Além disso, situações adversas são alvo de um planejamento, bem como problemas que possam surgir. Em poucos casos se nota uma segurança financeira para sempre.

3 – Solução de problemas e a criatividade prática

Quando se cresce em ambiente onde os recursos não são vastos, se tem uma maior capacidade de improvisação. De forma natural, elabora-se uma habilidade de utilizar novamente, reparar ou achar soluções com o que se tem.

Tal característica se vê em pessoas adultas que apresentam uma adaptação, de forma instantânea a situações que mudam o tempo todo.

4 – Independentes antes da hora

Um grande número de crianças dos anos 1970 tiveram que se tornar “independentes” de forma precoce. Ao se chegar na vida adulta uma autossuficiência é observada, assim como um certo nível de relutância na hora de pedir ajuda e em cenários quando se tem ela às mãos.

5 – Valorização do que é simples e dá prazer

Hábitos simples do cotidiano se tornaram mais valorizados frente aos poucos recursos materiais. Isso inclui fazer refeições acompanhados, um passeio sem luxo ou uma conversa. Isso fez a pessoa na fase adulta manter a capacidade de desfrutar a vida sem precisar gastar em excesso.

6 – Ser leal e ter compromisso com os relacionamentos

O sucesso estava ligado a se ter ao seu redor uma rede de contatos, levando ao senso elevado de pertencimento e reciprocidade. Ao chegar à vida adulta, os relacionamentos se tornam menos efêmeros e se tem um maior comprometimento sobre quem é mais íntimo.

7 – Se é capaz de deixar para depois os presentes

Um lição fundamental aprendida foi aprender a esperar. Para o dr. Walter Mischel, os desejos foram colocados em segundo plano frente às necessidades, levando a pessoa a ter uma visão de longo prazo.

Por outro lado se notou uma dificuldade em aproveitar aquelas conquistas instantâneas.

Os traços de sobrevivência que seguem mesmo sem escassez

Para a psicologia dos tempos atuais, tais características não somem quando há uma mudança do padrão de vida. O que se tem é uma resposta que finca raízes em momentos cruciais do desenvolvimento de uma pessoa, podendo evoluir positivamente ou se tornar uma tensão interna, a depender da situação do momento.

Admitir isso não quer dizer que se tenha que ficar preso a essa situação, porém entender sua origem e influência nos dias atuais. Muitos acreditam que ao se fazer isso a pessoa faz as pazes com o seu passado de falta de recursos e resiliência.

Deu em PurepeopleBrasil

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista