FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Vírus 19/02/2026 15:17

Novo vírus sem cura surge na Índia e acende alerta entre especialistas do mundo todo

Novo vírus sem cura surge na Índia e acende alerta entre especialistas do mundo todo

A confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu o sinal de alerta entre autoridades sanitárias internacionais, infectologistas e órgãos de vigilância epidemiológica.

Considerado um dos patógenos mais letais já identificados, o vírus Nipah chama atenção não apenas pela alta taxa de mortalidade, mas também pela ausência de vacina ou tratamento específico, o que aumenta a preocupação sempre que novos registros surgem.

Segundo informações oficiais, ao menos cinco pessoas testaram positivo no estado da Bengala Ocidental, o que levou o governo indiano a reforçar protocolos de monitoramento, rastreamento de contatos e isolamento preventivo.

Apesar disso, especialistas ressaltam que, embora o cenário exija cautela e acompanhamento rigoroso, não há, neste momento, justificativa para um alerta sanitário global.

O vírus Nipah pode chegar ao Brasil?

Com a repercussão internacional dos casos, uma das principais dúvidas levantadas é se o vírus Nipah pode chegar ao Brasil.

De acordo com dados divulgados por veículos como o UOL e avaliações de especialistas em saúde pública, o risco atual de disseminação internacional permanece baixo.

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O vírus segue geograficamente restrito ao sul e sudeste da Ásia, com registros históricos em países como Índia, Malásia, Indonésia e Bangladesh.

Até o momento, não há evidências de circulação comunitária fora dessas regiões, nem indícios de transmissão sustentada em grandes centros urbanos globais.

A infectologista Kamilla Moraes, da UPA Vila Santa Catarina, afirmou ao O Estado de S. Paulo que o momento exige vigilância, mas não pânico.

Segundo a especialista, o fator decisivo para um eventual risco global seria o aumento expressivo da transmissão entre humanos, algo que ainda não ocorre de forma consistente.

O que é o vírus Nipah e como ocorre a transmissão?

Foto: Reprodução

O vírus Nipah é classificado como um patógeno zoonótico, ou seja, capaz de ser transmitido de animais para humanos. Seus principais reservatórios naturais são os morcegos frugívoros, que se alimentam de frutas e podem contaminar alimentos por meio de saliva, urina ou fezes.

A infecção humana ocorre principalmente por:

  • Contato direto com secreções de animais infectados;
  • Consumo de alimentos contaminados, como frutas ou seiva de palma;
  • Contato próximo com pessoas infectadas, embora essa forma de transmissão ainda seja considerada limitada.

Na Índia, o vírus ganhou notoriedade após a morte de um adolescente em 2024, vítima de complicações cardíacas associadas à infecção.

Em 2023, o país registrou 706 casos confirmados, o que levou a um reforço significativo das estratégias de vigilância sanitária.

Existe tratamento ou vacina contra o vírus Nipah?

Atualmente, não existe vacina nem medicamento antiviral específico capaz de combater diretamente o vírus Nipah. Pesquisas estão em andamento, mas as vacinas desenvolvidas até agora permanecem em fase experimental, sem liberação para uso em larga escala.

O tratamento disponível é exclusivamente de suporte, focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações graves.

Pacientes infectados costumam necessitar de internação hospitalar, monitoramento intensivo e suporte respiratório ou neurológico, dependendo da gravidade do quadro.

Quais são os principais sintomas da infecção pelo vírus Nipah?

A infecção pode evoluir rapidamente para uma encefalite grave, inflamação do cérebro associada a uma alta taxa de letalidade. O sistema nervoso central é um dos mais afetados, o que torna o diagnóstico precoce um grande desafio.

Entre os sintomas mais comuns, destacam-se:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Alterações no nível de consciência;
  • Convulsões;
  • Pneumonia e dificuldade respiratória.

A confirmação diagnóstica depende de exames laboratoriais específicos, cuja precisão varia conforme o momento da coleta, o tipo de amostra e a qualidade do material analisado.

Por isso, especialistas reforçam que a vigilância contínua segue sendo a principal ferramenta para conter surtos e evitar uma disseminação mais ampla do vírus.

Deu em Capitalist
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista