FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Curiosidades 03/02/2026 14:19

‘Os resultados superam qualquer sensação macabra’, diz usuária de gordura de morto injetada no seu corpo

‘Os resultados superam qualquer sensação macabra’, diz usuária de gordura de morto injetada no seu corpo

A popularização nos EUA de procedimentos estéticos com preenchimentos injetáveis ​​feitos com a gordura doada por pessoas falecidas levou muita gente a questionar a ética da medida e a condená-la como algo “macabro”.

Mas quem está se beneficiando da técnica prefere focar no “lado positivo”.

“Os resultados compensam qualquer sensação macabra”, disse Katrina Daphne, casada e mãe de dois filhos, de acordo com reportagem no “NY Post”.

Em novembro, a instrutora de pilates trocou os seus seios “quase inexistentes” por implantes feito com o “ouro líquido”, batizado de AlloClae, derivado de cadáveres.

Katrina Daphne turbinou os seios com gordura extraída de cadáveres — Foto: Reprodução
Katrina Daphne turbinou os seios com gordura extraída de cadáveres — Foto: Reprodução

“Optei por não pensar nisso (que o produto vem de mortos)”, afirmou ela. “A doutora Anna Steve explicou que o AlloClae me daria os melhores resultados. E ela estava certíssima”, acrescentou Katrina, entusiasmada com a “confiança incomparável” que ganhou desde que aumentou os seios.

Stacey (ela preferiu ocultar o sobrenome), de 34 anos, faz coro a Katrina. Ela gastou US$ 45 mil (R$ 237 mil) para preencher os quadris e o bumbum com gordura de um doador falecido.

“Pode parecer chocante no início”, disse a especialista financeira de Nova York (EUA), a meca do procedimento. “Mas, do ponto de vista científico, o tecido de doadores de cadáveres é usado na medicina há décadas”, emendou ela.

A nova-iorquina usou os restos mortais humanos para um mini-Brazilian Butt Lift (BBL). Ela também recorreu ao material para preencher as depressões do quadril e para corrigir uma lipoaspiração malfeita na parte interna da coxa esquerda.

“É altamente regulamentado e obtido de forma ética. É como se estivéssemos reciclando”, defendeu ela, elogiando os doadores.

A gordura pode vir de doações de corpo inteiro, que são gerenciadas no estado de Nova York pela Associated Medical Schools of New York (Escolas Médicasa Associadas de Nova York), o que exige um cadastro separado, sem restrições. Os doadores devem ter mais de 18 anos e não apresentar condições médicas específicas, como doenças transmissíveis, além de terem sido submetidos a autópsia.

O AlloClae, da Tiger Aesthetics, uma empresa de engenharia de tecidos, é o “primeiro tecido adiposo estrutural desenvolvido para procedimentos estéticos corporais, proporcionando amortecimento, volume e sustentação”, segundo seu site.

Esterilizado e livre do DNA do doador, o preenchedor “mantém a estrutura tridimensional em favo de mel dos adipócitos (células que armazenam energia como gordura) para proporcionar volume imediato no local da aplicação”. A empresa não especifica a origem exata da gordura utilizada.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista