Construção Civil 01/02/2026 13:40
Maior arranha-céu do planeta terá 2 km de altura, 678 andares, custará US$ 5 bilhões e ficará na Arábia Saudita

Um projeto em estudo na Arábia Saudita pretende levar a disputa pelo prédio mais alto do mundo a um novo patamar.
A proposta envolve um arranha-céu de 2 quilômetros de altura, com previsão de 678 andares e custo estimado em US$ 5 bilhões.
A torre, citada em reportagens de publicações especializadas como Rise Tower, é planejada para a região de Riade.
Se sair do papel como descrita, ficaria bem acima do recordista atual, o Burj Khalifa, em Dubai, que tem 828 metros.
Embora números como altura, orçamento e total de pavimentos circulem com força em materiais de mercado e na cobertura internacional, detalhes como especificações finais, cronograma fechado e contratos principais ainda aparecem associados a etapas preliminares de contratação e estruturação.
A proposta ganhou tração depois que o Fundo de Investimento Público saudita, o PIF, passou a ser apontado como responsável por convidar empresas internacionais a disputar a gestão do projeto.
A licitação, segundo a cobertura do setor, envolveria tanto a torre quanto o desenvolvimento urbano ao redor.
O objetivo seria consolidar um novo polo de negócios no norte da capital.
Nesse desenho, o edifício funcionaria como âncora de um distrito com usos mistos, combinando escritórios, comércio e lazer.
Também são citadas estruturas voltadas para hospitalidade, como hotéis, além de áreas de entretenimento e restaurantes em alturas incomuns.
A proposta reforça a ideia de experiências oferecidas literalmente no meio das nuvens.
Ainda assim, a dimensão exata do distrito associado à torre é um dos pontos em que as informações variam conforme a fonte.
Parte das reportagens descreve um recorte menor, próximo de um bairro empresarial.
Outras ampliam o perímetro para algo na casa de centenas de quilômetros quadrados.
Sem um documento público definitivo que consolide o escopo, a escala do entorno permanece como dado não padronizado.
A eventual construção de um edifício com essas proporções é apresentada como compatível com o Vision 2030, plano do governo saudita para diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.
O programa também busca reposicionar o país como destino de negócios, turismo e grandes eventos.
Além disso, prevê aceleração de obras de infraestrutura e reconfigurações urbanas em larga escala.
Nesse contexto, Riade tem sido tratada como vitrine de uma transformação mais ampla.
A estratégia envolve atrair investimento privado, ampliar a oferta de serviços e promover empreendimentos de grande porte.
O PIF atua como agente central desse processo, com participação direta em diferentes frentes.
É dentro desse pacote que a torre de 2 km costuma ser mencionada.
Até aqui, porém, ela aparece mais vinculada ao estágio de planejamento e contratação do que a um canteiro consolidado.

Hoje, o posto de prédio mais alto do planeta pertence ao Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos.
O edifício se tornou ícone do skyline de Dubai desde 2010.
A marca de 828 metros virou referência global de engenharia e marketing urbano.
Se a torre saudita realmente alcançar 2.000 metros, não se trata apenas de superar um recorde existente.
O salto representa uma mudança de ordem de grandeza.
Uma construção dessa escala tende a exigir soluções específicas para elevadores, evacuação, manutenção em altura e conforto climático.
Também impõe decisões de projeto que podem alterar contagens de andares e métricas finais.
Por esse motivo, especialistas costumam tratar esses números como metas iniciais, sujeitas a revisão ao longo do desenvolvimento.
O ponto mais consistente da cobertura recente é a movimentação para contratar empresas capazes de coordenar o desenvolvimento e a execução da obra.
Esse tipo de contratação é comum em empreendimentos complexos, que envolvem múltiplos consórcios e fases técnicas.
A busca por uma consultoria de gerenciamento costuma anteceder a definição de pacotes de construção.
Também vem antes da assinatura de contratos principais de estrutura.
Ao mesmo tempo, a ausência de anúncios públicos detalhando parâmetros finais mantém uma leitura cautelosa.
Em projetos desse porte, imagens conceituais e descrições iniciais costumam circular antes de cronogramas robustos.
Assim, apesar de a torre ocupar espaço central no debate internacional sobre megaconstruções, sua execução depende de etapas ainda em andamento.
Paralelamente ao plano de 2 km em Riade, outra obra gigante segue em desenvolvimento na Arábia Saudita.
A Jeddah Tower, localizada em Jeddah, foi concebida para ultrapassar 1.000 metros de altura.
O projeto teve início na década passada. As obras foram interrompidas em 2018.
Após anos de paralisação, o canteiro voltou a avançar depois da retomada anunciada a partir de 2023.
Publicações internacionais indicam reativação mais consistente a partir de 2025.
Relatos recentes divergem sobre o ritmo exato do progresso.
Também variam quanto ao pavimento atingido em datas específicas.
Ainda assim, há convergência na informação de que a construção voltou a crescer em altura.
A Jeddah Tower é tratada como potencial futura recordista caso seja concluída antes de novos concorrentes.
A menção simultânea a uma torre de 1 km e a outra de 2 km ilustra a estratégia do país de associar engenharia de ponta a uma narrativa de modernização econômica.
Cada empreendimento, no entanto, possui lógica própria, investidores distintos e cronogramas sujeitos a mudanças conforme prioridades internas e condições de mercado.
Com tantas promessas de recordes no Golfo, a dúvida que permanece é qual desses megaprojetos conseguirá transformar planos em concreto e redefinir o limite da construção vertical no mundo.
Deu em CPG

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