Sem categoria 10/06/2014 06:17
PMDB deve confirmar hoje aliança com o PT
O vice-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira que acredita que o PMDB vai confirmar, em convenção nacional, nesta terça, a aliança do partido com o PT para a disputa da Presidência da República.
O vice da presidente Dilma Rousseff minimizou o movimento contrário à aliança, que existe em algumas alas do partido.
– Eu não estou preocupado com o percentual, se eu tiver 51% (a favor da aliança) está ótimo – afirmou Temer na Câmara dos Deputados, onde participa de eventos do partido.
Questionado se uma grande votação contra a aliança não pode ser motivo de preocupação pois sinalizaria divisão interna, ele destacou que “basta a vitória”.
– O deputado quando eleito com diferença de dois votos toma posse. Você acha que exite questionamento? Basta a vitória – afirmou.
RAUPP APOSTA EM APOIO SUPERIOR A 80%
O recado sobre a necessidade do resultado expressivo foi dado durante almoço de Temer com vários caciques do partido, entre eles o presidente em exercício da sigla, senador Valdir Raupp (RO).
Os cenários internos sobre os votos variam de 65% a 80% de votos em favor da aliança Dilma-Temer.
– Acho que o apoio pode até passar de 80%. Até porque é a favor ou contra o Michel (Temer). Num partido desse tamanho, é natural que haja divergências. Mas estamos tentando diminuir as divergências para fortalecer a chapa. Mas claro que, nos estados, nas eleições nos estados, eles querem salvar o seu pedaço. Mas quem estivesse votando contra a aliança nacional estaria votando contra ele (Temer), e liberar o partido na eleição de 2014 seria uma loucura – disse Raupp, acrescentando:
– O PMDB não abre mão da liberdade de expressão e isso vai ficar claro no nosso programa.
Além de Temer e Raupp, participaram do almoço no Palácio do Jaburu o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE); o senador José Sarney (PMDB-AP); o senador Romero Jucá (PMDB-RR); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA).
No encontro, foi feito um mapeamento dos votos. A conclusão, segundo Raupp, é que as dissidências diminuíram. No Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral prometeu 70% dos votos, mas o número é contestado pelo grupo do presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani.
– O Sérgio Cabral diz que gratidão não prescreve – disse Raupp, sobre o tratamento que o Rio recebeu do governo Dilma.
Deu em O Globo

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