Ciência 14/12/2025 14:50
Ciência descobre como viajar para Marte em 30 dias usando propulsor de plasma que acelera gradualmente no espaço e pode marcar o maior salto tecnológico da era moderna

Um protótipo de motor elétrico de plasma desenvolvido por cientistas ligados à estatal russa Rosatom reacendeu, em 2025, o debate sobre como encurtar o tempo de viagem entre a Terra e Marte para algo entre 30 e 60 dias.
A proposta não é substituir os foguetes químicos no lançamento, mas acelerar a nave já no espaço, com empuxo baixo porém contínuo, em uma estratégia que, segundo os responsáveis pelo projeto, pode reduzir de forma significativa o período de cruzeiro interplanetário.
A informação foi divulgada pela própria Rosatom e repercutida por veículos internacionais e brasileiros ao longo de 2025, com destaque para o fato de que se trata de um equipamento em estágio de laboratório, ainda distante de operar em missão real.
Mesmo assim, a promessa de reduzir trajetos que hoje costumam ser planejados para durar vários meses levou a tecnologia a ganhar espaço nas discussões sobre arquitetura de missões e sobre o tipo de infraestrutura necessária para voos mais rápidos até o Planeta Vermelho.
O protótipo anunciado é descrito como um motor de plasma baseado em um acelerador magnético, capaz de operar em modo pulsado com potência média de cerca de 300 quilowatts.

Segundo a Rosatom, a ideia é alcançar velocidades no espaço que motores químicos não conseguem sustentar por longos períodos, com consumo de propelente muito mais eficiente.
Na prática, a estimativa de “Marte em 30 dias” aparece como um cenário associado ao uso contínuo do motor durante o trajeto, e não como uma demonstração já realizada.
A própria comunicação do projeto trata a redução para 30 a 60 dias como um potencial do conceito, em contraste com viagens de quase um ano em certos perfis de missão quando se considera a janela, a trajetória e as limitações de propulsão convencional.
Enquanto isso, o cronograma também é um ponto central.
As reportagens e o comunicado da empresa apontam que a etapa atual envolve testes em solo e a construção de infraestrutura para simular o ambiente espacial.
Em algumas publicações, aparece a meta de um modelo de voo por volta de 2030, o que indica que a aplicação operacional não é imediata.
A expressão “motor de plasma” costuma ser usada para famílias de propulsão elétrica que aceleram partículas carregadas por campos elétricos e magnéticos.
Em vez de liberar energia por combustão, como nos motores químicos, esses sistemas usam eletricidade para ionizar um gás, formar plasma e ejetar esse material em alta velocidade, produzindo empuxo.
O ganho-chave está na eficiência.
Ao aumentar a velocidade de exaustão, o motor consegue gerar impulso usando menos propelente ao longo do tempo.
Por outro lado, esse tipo de propulsão normalmente entrega um empuxo pequeno se comparado ao de foguetes químicos.
É por isso que a lógica operacional é diferente.
Não é um “arranque” forte por poucos minutos, e sim uma aceleração contínua por semanas ou meses.

Esse detalhe ajuda a entender por que muitas propostas combinam tecnologias.
A nave decola da Terra e entra em órbita com foguetes tradicionais, que fornecem o empuxo necessário para vencer a gravidade e a atmosfera.
Depois, já no vácuo, a propulsão elétrica assume para acelerar gradualmente e, ao final, pode também atuar nas correções de trajetória.
Os números divulgados em 2025 ajudam a dimensionar o desafio.
Publicações que repercutiram o anúncio informaram que o sistema poderia expelir jatos de plasma a velocidades na casa de dezenas a centenas de quilômetros por segundo.
O empuxo do protótipo estaria na faixa de poucos newtons.
Esse contraste é o coração da proposta.
Pouca força aplicada por muito tempo, o que pode resultar em grande variação de velocidade ao longo da viagem.
Ainda assim, transformar um protótipo de laboratório em um sistema de transporte interplanetário depende de fatores que vão além do motor em si.
A geração e o gerenciamento de energia são determinantes, porque motores elétricos precisam de uma fonte robusta para manter a potência por longos períodos.
Também entram na conta a dissipação de calor, a durabilidade dos componentes e o desempenho real em condições que reproduzam o vácuo e as variações do ambiente espacial.
É nesse ponto que aparece a infraestrutura citada pela Rosatom.
Uma grande câmara de vácuo é descrita em reportagens como um equipamento com cerca de 14 metros de comprimento e 4 metros de diâmetro, voltado a testar o motor em condições semelhantes às do espaço.
A construção de instalações desse porte costuma ser tratada como uma etapa necessária para validar estabilidade, repetibilidade e limites operacionais do sistema.
Sem esse tipo de teste, não há como estimar com segurança o comportamento do motor em missões de longa duração.

A possibilidade de encurtar o tempo de cruzeiro até Marte chama atenção por razões práticas.
Quanto menos tempo no trajeto, menor o período de exposição à radiação.
Também diminui a duração de fases críticas de suporte à vida, no caso de missões tripuladas.
Ao mesmo tempo, é importante separar potencial teórico e de engenharia de capacidade comprovada em missão.
O anúncio se refere a um protótipo e a testes em solo.
Além disso, a própria dinâmica das viagens a Marte envolve janelas de lançamento e trajetórias que variam conforme a posição relativa dos planetas.
A estimativa de 30 dias aparece como um alvo associado à aceleração no espaço.
Isso não elimina, por si só, a necessidade de planejamento orbital e de margem para manobras, inserção e, eventualmente, retorno.
Outra camada do debate é que propulsão elétrica não é novidade no setor espacial.
Diferentes tipos de propulsores elétricos já são usados em satélites e em algumas missões, sobretudo para controle de atitude e ajustes de órbita.
O que o anúncio russo coloca em evidência é a ambição de escalar esse tipo de propulsão para um papel central em trajetos de longa distância.
O objetivo é encurtar prazos de forma agressiva. Ainda que a cobertura de 2025 destaque o protótipo da Rosatom, o tema não está restrito a um único país.
Agências e grupos de pesquisa no Ocidente também investigam alternativas para reduzir tempo de viagem e melhorar a eficiência de missões.
Esse interesse cresce especialmente quando o objetivo inclui transporte de carga, construção de infraestrutura em órbita e, no longo prazo, missões tripuladas mais frequentes.
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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