O uso do celular ao dirigir é uma das principais causas de acidentes no Brasil, responsável por milhares de mortes e feridos graves todos os anos. Apesar da gravidade do problema, muitos motoristas ainda subestimam os riscos e as penalidades previstas na legislação.
A lei brasileira trata essa infração com rigor crescente, estabelecendo multas pesadas e outras sanções administrativas. Conhecer exatamente o que é permitido e proibido pode evitar não apenas punições, mas principalmente tragédias irreversíveis.
O que a legislação de trânsito proíbe sobre o uso de celular?
O Código de Trânsito Brasileiro é claro ao definir as condutas proibidas relacionadas ao telefone celular durante a condução de veículos. As regras foram endurecidas nos últimos anos para reduzir a crescente estatística de acidentes causados por distração.
A legislação atual estabelece diversas situações que configuram infração grave ou gravíssima:
- Segurar o aparelho: usar o celular com as mãos, seja para ligações, mensagens ou qualquer outra função, é totalmente proibido.
- Manusear durante a condução: digitar, deslizar a tela ou interagir com aplicativos enquanto o veículo está em movimento caracteriza infração gravíssima.
- Dispositivos no colo: manter o celular sobre as pernas ou em locais que exijam desvio de atenção para visualização é igualmente vedado.

Quais são as multas e penalidades para quem usa celular ao volante?
A infração pelo uso de celular no trânsito é classificada como gravíssima, trazendo consequências financeiras e administrativas severas. A fiscalização utiliza tanto agentes humanos quanto sistemas eletrônicos de monitoramento em diversas cidades brasileiras.
Quando flagrado usando o aparelho irregularmente, o motorista recebe multa de R$ 293,47 e soma 7 pontos na carteira de habilitação. Em caso de reincidência, o valor da multa permanece R$ 293,47 por infração, mas o condutor pode ter a CNH suspensa pelo acúmulo de pontos ou por reincidir em infração gravíssima.
Como a tecnologia pode ser usada de forma legal e segura?
Embora o uso manual seja proibido, existem alternativas tecnológicas que permitem ao motorista manter-se conectado sem infringir a lei. A chave está em utilizar sistemas que não exijam manipulação direta do aparelho durante a condução.
As opções legais e seguras para quem precisa utilizar o telefone incluem:
- Viva-voz integrado: sistemas de som do próprio veículo conectados via Bluetooth permitem atender chamadas sem tocar no celular.
- Comandos de voz: assistentes virtuais como Google Assistant e Siri possibilitam fazer ligações, enviar mensagens e usar GPS apenas com comandos falados.
- Suportes adequados: fixar o aparelho no painel ou para-brisa em posição que não obstrua a visão, usando-o apenas como GPS e sem manipulação.
- Modo dirigindo: ativar recursos que bloqueiam notificações e chamadas automaticamente quando o veículo está em movimento.

Por que a distração ao volante é tão perigosa quanto dirigir alcoolizado?
Estudos científicos demonstram que o uso do celular ao dirigir reduz drasticamente o tempo de reação do motorista, equiparando-se aos efeitos do álcool no organismo. O cérebro humano não consegue processar adequadamente duas tarefas complexas simultaneamente.
Ao olhar para a tela do telefone por apenas três segundos a 60 km/h, o veículo percorre 50 metros completamente sem controle consciente do condutor. Nesse intervalo, qualquer imprevisto como freada brusca, pedestre atravessando ou veículo parando à frente pode resultar em colisão grave sem possibilidade de reação.

